Coluna Minas Gerais
Cáritas revê declaração sobre APA Chapada do Lagoão
Sigma Lithium | Divulgação
Entidade demostrou equilíbrio e disposição para o diálogo ao reconhecer equívoco ao citar Sigma Lithium em declaração sobre APA Chapada do Lagoão.
Sempre atenta às questões ambientais do Vale do Jequitinhonha e pautada pela transparência e pelo diálogo, a Cáritas Diocesana de Araçuaí e a Regional de Minas Gerais demonstraram sensibilidade ao emitirem uma nota de retratação sobre um equívoco em comunicado anterior. A organização, que vem acompanhando com preocupação a proposta de alteração da Lei Municipal nº 89/2007 — que prevê a redução da Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada do Lagoão — reconheceu o erro ao citar a empresa Sigma Lithium e demonstrou equilíbrio ao corrigir a informação.
No comunicado original, a Cáritas mencionou que a Sigma Lithium teria firmado, em 2023, um compromisso com o Conselho da APA e o Ministério Público para impedir atividades minerárias na região sem autorização. No entanto, a empresa esclareceu formalmente que não possui pedidos de licenciamento em trâmite na área da APA.
Diante das informações prestadas pela empresa, a Cáritas revisou sua posição e publicou a retratação. A Cáritas reafirmou sua preocupação com os impactos ambientais da proposta de redução da APA Chapada do Lagoão, destacando que a região é essencial para a segurança hídrica e a biodiversidade do Vale do Jequitinhonha.
A organização reforçou também seu compromisso com a defesa dos direitos socioambientais das comunidades locais e a necessidade de um debate público amplo e participativo sobre o tema. A discussão sobre a mudança na lei segue em andamento e mobiliza diversos setores da sociedade em Araçuaí e região.
Coluna Minas Gerais
União, diálogo e firmeza ditam posição do agro neste ano eleitoral
FAEMG SENAR | Divulgação
Por Antônio Pitangui de Salvo, produtor rural, engenheiro agrônomo e presidente do Sistema Faemg Senar
O ano de 2026 será decisivo para Minas Gerais e para o Brasil. Em um cenário marcado por eleições, desafios econômicos globais e debates ainda polarizados, o agro mineiro precisa reafirmar seu papel estratégico e, acima de tudo, sua capacidade de diálogo, união e posicionamento institucional.
Nos últimos anos, o setor agropecuário demonstrou, com números e resultados concretos, sua força econômica. A agropecuária ultrapassou setores históricos da economia mineira em participação nas exportações, gerou empregos, garantiu o abastecimento e contribuiu de forma decisiva para o superávit comercial brasileiro. No entanto, essa relevância ainda não se reflete, na mesma proporção, em representação e influência política. Reduzir essa distância é um desafio que precisa ser enfrentado com maturidade, organização e unidade.
- Fortalecimento da base e representação legítima
No Sistema Faemg Senar, a construção de uma representação sólida começa pela base. O fortalecimento dos sindicatos rurais é essencial para garantir legitimidade e consistência institucional. O contato direto com os produtores, por meio das entidades regionais, permanece como prioridade.
É no interior que o agro acontece, produz, gera renda e sustenta milhares de famílias. É ali que a presença institucional precisa ser constante, ouvindo, orientando e construindo soluções conjuntas.
- Atuação política com equilíbrio e pluralidade
Em um ano eleitoral, a atuação política do setor precisa ser ampliada sem confronto ou radicalização. O Sistema Faemg Senar seguirá dialogando com todos os campos políticos e apoiando, de forma clara e transparente, representantes públicos que compreendam a importância estratégica do agro e atuem efetivamente na defesa dos produtores rurais.
Democracia se constrói com pluralidade, não com silenciamento. A existência de diferentes visões políticas é sinal de maturidade institucional, desde que acompanhada de respeito e disposição para o diálogo.
- Agro moderno, responsável e competitivo
O agro do século XXI não cabe em rótulos ultrapassados. O produtor rural mineiro é eficiente, competitivo e comprometido com o desenvolvimento econômico, social e ambiental. A produção ocorre com responsabilidade, tecnologia e sustentabilidade, transformando o que nasce no campo em renda, emprego e qualidade de vida.
No cenário internacional, a competitividade brasileira desperta atenção e também resistência. Barreiras comerciais, subsídios e medidas protecionistas evidenciam o reconhecimento do potencial produtivo do país. Por isso, Minas Gerais precisa permanecer vigilante na defesa de seus produtores.
- Alinhamento institucional para crescimento sustentável
Sindicatos, cooperativas, associações e todo o setor produtivo precisam caminhar de forma alinhada. O avanço econômico só será sustentável quando acompanhado de organização, representatividade e respeito político.
Esse é o compromisso do Sistema Faemg Senar: atuar com diálogo e firmeza, defendendo quem produz e contribuindo para a construção de um futuro mais equilibrado, justo e próspero para Minas Gerais e para o Brasil.
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