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Chuva de riquezas para o campo e a cidade

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FOTO: FAEMG | DIVULGAÇÃO

Por Antônio Pitangui de Salvo, engenheiro agrônomo e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG)

Na cidade, elas reabastecem os reservatórios e contribuem para a qualidade de vida; no campo, são essenciais para impulsionar a produtividade e fortalecer a economia nacional. As chuvas, quando bem distribuídas, são fonte de prosperidade para toda a população. Em Minas, as principais regiões tiveram índices pluviométricos que superaram a média histórica neste início do ano, o que, para o setor agrícola, traz expectativas positivas.

A safra de grãos 2024/2025 deve ser a maior já produzida no Brasil, com uma projeção superior a 320 milhões de toneladas. Em relação ao café, que foi fortemente impactado pela seca de 2024, o retorno das chuvas nas principais regiões produtoras trouxe alívio para os cafezais, gerando novas floradas e grãos de melhor qualidade.

A previsão de uma supersafra, somada ao aumento das exportações de produtos primários, fortalece a balança comercial e consolida o Brasil como um protagonista no mercado internacional. Avanços que refletem no desenvolvimento socioeconômico, com a redução das desigualdades sociais e recursos adicionais para investimentos em saúde, educação e segurança.

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Os impactos positivos das chuvas não se limitam ao campo. A maior produtividade agrícola se traduz em alimentos mais frescos, diversificados e a preços mais acessíveis nas prateleiras dos supermercados. Além disso, o aumento dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas contribui para a geração de energia a custos mais baixos, diminuindo o valor das contas de luz e trazendo alívio econômico para todos os setores da sociedade.

A abundância de recursos hídricos é vital para o abastecimento das cidades, a irrigação das lavouras e o desenvolvimento de várias atividades econômicas. Contudo, é indispensável utilizar e reservar a água de maneira consciente e sustentável. Investir em tecnologias de irrigação eficientes, sistemas modernos de tratamento de água e ações de preservação dos recursos hídricos para garantir a sustentabilidade do estado e o bem-estar das futuras gerações.

Após a severa seca de 2024, as chuvas abundantes representam um recomeço para muitos setores, especialmente o agrícola. Para os produtores que enfrentaram perdas significativas no último ano, o retorno das precipitações traz um sentimento de alívio e otimismo, além de oportunidades de replanejamento e ajustes nas práticas de manejo.

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Mesmo com tantos benefícios, é impossível ignorar as enchentes que devastaram diversas cidades mineiras, causando perdas irreparáveis para inúmeras famílias. Esses eventos reforçam a urgência de investimentos em infraestrutura e planejamento urbano que possam prevenir tragédias futuras. Afinal, se ocorrem de forma equilibrada, as chuvas são fonte de riqueza e contribuem para melhorar a qualidade de vida do campo às cidades.  

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Quando não há escolha fácil, nasce o verdadeiro líder

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Lançamento de livro em Belo Horizonte transforma noite em manifesto sobre caráter, decisão e responsabilidade

Coronel QOR da Polícia Militar de Minas Gerais, Júlio Cezar Vilela Pereira, em noite de autógrafos do seu livro “Tá achando que é molezinha?”.

Na noite do dia 19 de março, o Salão Rubi do Clube dos Oficiais dos Militares Mineiros não recebeu apenas convidados. Recebeu histórias, trajetórias e, sobretudo, um silêncio atento de quem sabe que certos temas não permitem superficialidade.

Foi nesse cenário que nasceu, diante do público, o livro “Tá achando que é molezinha? A arte de liderar quando não existe escolha fácil”, do Coronel QOR da Polícia Militar de Minas Gerais, Júlio Cezar Vilela Pereira.

Mais do que um lançamento, o que se viu foi um encontro de gerações e experiências em torno de uma pergunta incômoda — e inevitável: o que define um líder quando todas as opções cobram um preço? A resposta, ao longo da noite, não veio em frases prontas. Veio nas entrelinhas, na presença de autoridades, empresários, membros do sistema de Justiça, oficiais e lideranças institucionais que ocuparam o espaço não apenas como convidados, mas como testemunhas de uma ideia que atravessa setores: liderar exige mais do que competência. Exige caráter.

Entre os presentes, destacaram-se Paulo Brant, economista, engenheiro civil e ex-vice-governador de Minas Gerais; o Coronel Maurício, chefe do Estado-Maior da PMMG; os procuradores de Justiça Eduardo Nepomuceno e Paulo Cançado; Pedro Azevedo, do Tribunal de Contas do Estado; o Coronel Fiuza, presidente do Clube dos Oficiais; Cláudio Horta (ITLOC); Múcio Zuconni (Grupo Beira Rio); Lucas (Garra Pneus); Leonardo (Grupo Baratão); Lucca (AeC); Flávio Leite (TSX); o Coronel Trant, da Academia da PMMG; o Coronel Michalick (Itaminas); o Subtenente Gonzaga; o Coronel Guedes (TSX); Celso Rafael; Marco Gaspar, subsecretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais; Juliana, vice-presidente da AFAS; a Tenente-Coronel da PMMG, Raquel Vilela; João Francisco Vilela, além de diversas outras lideranças.

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A diversidade de perfis — do setor público ao privado — reforça a principal mensagem do livro: a liderança não pertence a um cargo, mas a uma postura.

Ao longo da obra, Júlio Cezar Vilela Pereira percorre esse território sem atalhos. A partir de experiências reais, referências históricas e valores que não se negociam, ele propõe uma reflexão direta: quando não existe escolha fácil, a decisão revela quem você é. E talvez seja exatamente por isso que o livro encontra eco. Porque ele não romantiza. Ele confronta.

Durante o lançamento, o próprio autor traduziu o espírito da obra em palavras que revelam não apenas a proposta do livro, mas a essência da sua trajetória:

“Me encontro com o coração cheio de gratidão pela presença de centenas de pessoas. Espero que o livro possa gerar insights positivos, principalmente no agir, que deve ser pautado sempre pelo caráter. Olhar pra dentro, trabalhar na nossa evolução, para então conseguir ajudar as outras pessoas. Porque vivemos numa rede de colaboração. Sempre devemos agir com responsabilidade, com respeito às pessoas, e caráter acima de tudo.”

 

Coronel Vilela, sua esposa Raquel Vilela, Tenente Coronel da PMMG, e seu filho, João Francisco Vilela.

A fala encontra eco no olhar de quem acompanhou de perto sua caminhada. Para Paulo Brant, que assina o prefácio da obra, o livro vai além do conteúdo técnico e alcança uma dimensão mais profunda:

“Eu tive a oportunidade de trabalhar junto com o Vilela e ver de perto o homem de caráter que ele é. No livro, o Vilela consegue abordar o tema da liderança fazendo um paralelo com as suas experiências de vida, sempre vendo o lado humano por trás do exercício de liderar. O livro está incrível, muito bem escrito. E ele consegue abordar um tema corporativo, mas com a sua visão humanista. Vale muito a pena a leitura.”

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Paulo Brant, ex vice-governador de Minas Gerais, que escreveu o prefácio do livro, fala do estilo de liderança do Coronel Vilela.

Em um dos momentos mais marcantes da noite, uma ideia resumiu o que muitos ali já sabiam — mas nem sempre nomeiam: liderar nunca foi molezinha. E é justamente nos momentos difíceis que o caráter deixa de ser discurso e passa a ser prática.


O que poderia terminar como uma noite de celebração ganhou um outro significado.

O exemplar número 01 da obra foi colocado em leilão. O lance já alcançou mais de R$ 6.200,00 — valor destinado ao Amparo Maternal de Patos de Minas, instituição que acolhe mais de 170 crianças em situação de vulnerabilidade social e ainda mantém dezenas na fila de espera.

E houve mais. Outros participantes, mesmo sem levar o livro, decidiram doar os valores ofertados. Um gesto silencioso. Mas eloquente. Porque liderança também se mede naquilo que não precisa ser anunciado.

Entre discursos, reencontros e agradecimentos, o lançamento foi também um reconhecimento de trajetória — construída no serviço público, na disciplina e na escolha constante de fazer o certo, mesmo quando ninguém está olhando.

No fim, ficou a sensação de que o livro não se encerra nas páginas. Ele começa ali. Como um chamado à responsabilidade, à consciência. E a uma forma de liderança que não busca aplauso — mas sustenta decisões.

Porque, no fim das contas, a mensagem que atravessou a noite foi simples. E, talvez por isso, tão poderosa:

Não é fácil. Mas é possível.

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