Coluna Minas Gerais
Projeto Descobrir integra novos presidentes de sindicatos rurais
FAEMG SENAR | Divulgação
Mais de 30 presidentes de sindicatos de produtores rurais em primeiro mandato e recém-eleitos participaram, na terça-feira (25/03), do Projeto Descobrir, na sede do Sistema Faemg Senar, em Belo Horizonte. O evento teve como principal objetivo apresentar o Sistema Faemg Senar aos novos líderes sindicais, proporcionando uma imersão nos serviços e ações desenvolvidos em prol dos produtores rurais mineiros.
O encontro contou com a presença de toda a diretoria do Sistema, da deputada federal Ana Paula Leão e do vice-governador de Minas Gerais, professor Mateus. “Vemos a Faemg como uma demandante e orientadora de soluções. Ela aponta as demandas do setor e nos guia dentro da pauta agrícola, porque trabalhamos com parceria e respeito por cada sindicato e pela Federação. O governador reforça isso, e é verdade: sentimos que essa diretoria faz parte do governo quando se trata de tomada de decisões e quando é preciso cobrar agilidade para que as coisas aconteçam na velocidade necessária”, destacou professor Mateus.
O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, ressaltou a relevância da participação dos novos dirigentes sindicais. “É fundamental que vocês conheçam o Sistema Faemg Senar para que possam retornar às suas cidades com mais informações e conhecimento sobre o que cada setor pode oferecer. Os sindicatos precisam ser modernos e atuantes, assim como a nossa agropecuária em Minas Gerais”, ressaltou.
Renovação
O assessor especial da diretoria, Antônio Álvares (Toninho de Pompéu), destacou a importância da renovação sindical e a necessidade de união entre os produtores rurais. “Quando vemos 30 novos presidentes, muitos jovens em sua maioria, percebemos que houve uma mudança significativa no sistema sindical mineiro. É uma grande honra ver essa nova geração assumindo a responsabilidade de representar e defender o produtor rural”.
Já o vice-presidente secretário, Ebinho Bernardes, enfatizou a importância da presença dos novos presidentes. “Vocês deixaram suas atividades diárias para estar aqui, mostrando disposição para mudar o setor e promover melhorias aos produtores rurais. É essencial que conheçam a casa para entenderem como o Sistema pode apoiar os sindicatos e os produtores”.
O vice-presidente de Finanças, Renato Laguardia, destacou a representatividade e diversidade no setor sindical. “É importante que os presidentes conheçam os departamentos e setores do Sistema, pois estamos aqui para atender aos sindicatos e produtores. A mescla entre experiência e juventude, além do aumento da presença feminina, fortalece ainda mais a atuação das nossas entidades.”
Proximidade
Entre os participantes, Edberto José Resende, do Sindicato de Governador Valadares, valorizou a proximidade com o Sistema Faemg Senar. “Já participo da Comissão Técnica da Pecuária de Leite e vejo que essa aproximação é fundamental para compreendermos melhor o trabalho realizado pelo Sistema e as oportunidades que ele oferece”.
Lorena Souza, vice-presidente do Sindicato de Campo Florido, compartilhou sua experiência. “Eu não tinha conhecimento sobre a Faemg antes do evento e estou achando essa experiência maravilhosa. É inspirador ver tantas mulheres inseridas no sistema sindical. Gostei de conhecer os projetos da Faemg e quero levar para meu município essa sensação de união e defesa dos produtores rurais.”
Víctor Martins, de Bom Despacho, também destacou a relevância do evento. “Como novos presidentes, estamos aqui para aprender e poder dar suporte aos nossos produtores no campo. Foi um dia de grande aprendizado, e tenho certeza de que os sindicatos de Minas Gerais só têm a ganhar com essa experiência.”
A programação incluiu apresentações da diretoria do Sistema, além de palestras conduzidas pelo vice-presidente de Finanças e presidente do Inaes, Renato Laguardia, do gerente executivo, Bruno Rocha, sobre o projeto Compras Coletivas. O gerente de Formação Profissional e Promoção Social, Wander Magalhães, também abordou as ações do Senar.
Coluna Minas Gerais
A estratégia de Lucas Kallas para consolidar a presença internacional da Cedro Participações
Em entrevista exclusiva ao Minera Brasil, empresário revela como atuação global e gestão direta estão posicionando a companhia como referência no minério verde
Mar calmo nunca fez bom marinheiro, diz Kallas, que tem dedicado grande parte do tempo a agendas internacionais em busca de oportunidades de negócios.
- Agência Minera Brasil
Para Lucas Kallas, o mundo não é dividido por fusos horários, mas por oportunidades. No último ano, o empresário mineiro — torcedor do Cruzeiro e de raízes libanesas — passou apenas três meses no Brasil. Os outros nove foram dedicados a uma agenda internacional intensa, que incluiu visitas a 17 países e mais de 540 horas de voo em viagens pela Ásia, África, Europa e América Latina.
Entre os destinos visitados estão Venezuela, Marrocos, Catar, Austrália, Japão, China, Estados Unidos, Inglaterra, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Iraque. O objetivo foi prospectar oportunidades para o grupo empresarial que atua nos setores de mineração, agronegócio, energia, imobiliário e logística.
┃ Cobra que não anda não engole sapo, resume Kallas, destacando que, no mercado de commodities, a inércia pode representar o maior custo para uma empresa.
Diferente do perfil tradicional de executivos que atuam apenas em escritórios, Kallas afirma que prefere acompanhar de perto as operações.
┃ Sou um empreendedor de mão na massa.
Essa postura ficou evidente durante uma viagem aos Estados Unidos, quando tomou conhecimento de uma tecnologia de correias transportadoras de longa distância (TCLD) em teste no estado do Alabama. No dia seguinte, ele estava no local observando o funcionamento do equipamento.
De volta ao Brasil, decidiu aplicar o conceito na estratégia logística da Cedro. O projeto prevê a construção de um corredor de transporte mineral com 19 quilômetros de extensão, ligando a mina da empresa em Mariana ao terminal ferroviário da Vale.
A obra deve levar cerca de 24 meses para ser concluída e tem como objetivo reduzir custos logísticos, diminuir o consumo de energia e reduzir significativamente as emissões de carbono, além de retirar milhares de carretas das rodovias diariamente.
- Brasil como escola de negócios
Um exemplo da prospecção internacional do empresário foi a viagem realizada à Venezuela em 2023, onde Kallas avaliou oportunidades nos setores de mineração e energia.
Embora o projeto esteja momentaneamente em fase de análise, o país segue no radar estratégico da companhia.
┃ Estamos olhando e avaliando. Não dá para entrar no escuro, afirma.
Para Kallas, o potencial mineral venezuelano pode ser aproveitado por meio da hidrovia do rio Orinoco, que oferece acesso estratégico ao Caribe e aos mercados globais.
O empresário também avalia que a experiência empresarial no Brasil prepara executivos para competir em qualquer mercado.
┃ Quem ganha dinheiro no Brasil, ganha em qualquer lugar do mundo.
Segundo ele, lidar com o chamado Custo Brasil, com desafios regulatórios e ambientais, fortalece a capacidade de gestão e torna empresas brasileiras mais preparadas para competir globalmente.
- O próximo salto da Cedro
O plano estratégico da Cedro Participações para a próxima década prevê posicionar a empresa entre as três maiores mineradoras do país. Para isso, a companhia aposta na verticalização logística, com infraestrutura própria de ferrovia e porto, além do fortalecimento da marca em centros financeiros internacionais.
Kallas afirma que a empresa não busca apenas ampliar a produção, mas desenvolver um modelo de gestão capaz de atravessar ciclos do mercado de commodities.
Nos próximos cinco anos, a meta é expandir a produção de 8 milhões para 25 milhões de toneladas de minério por ano.
O principal pilar dessa estratégia é o investimento no pellet feed, um minério de ferro de altíssima pureza que permite às siderúrgicas reduzir significativamente as emissões de carbono na produção de aço, atendendo às exigências de sustentabilidade e critérios ESG.
┃ O minério é uma commodity muito volátil, e cada vez mais haverá prêmio para esse minério verde, mais sustentável. Quem estiver bem posicionado nessa questão do pellet feed vai sair na frente e gerar muito valor para sua empresa, avalia.
- Legado social
Além da expansão empresarial, o grupo Cedro mantém um conjunto de iniciativas sociais nas regiões onde atua. Nos últimos anos, foram investidos mais de R$ 80 milhões em projetos sociais.
Entre as iniciativas estão a manutenção da maior creche privada de Minas Gerais, programas de equoterapia em Mariana, revitalização de igrejas históricas e investimentos em infraestrutura comunitária, como campos de futebol, praças e postos de saúde.
Atualmente, a empresa mantém cerca de 60 projetos sociais ativos.
Para Kallas, o lucro é um meio para alcançar um objetivo maior.
O empresário, casado há 24 anos e pai de três filhos, mantém um perfil discreto apesar da rotina internacional intensa. Ele reconhece que o ritmo de trabalho exige sacrifícios pessoais.
Seu momento de pausa acontece durante as visitas à família nos Estados Unidos, onde consegue reduzir temporariamente a jornada de trabalho que costuma ultrapassar 14 horas por dia.
No cenário geopolítico da mineração, marcado por mudanças estratégicas e disputa por recursos, Lucas Kallas acredita que os períodos de crise revelam quem está preparado para avançar.
Para ele, dificuldades não são sinais de recuo, mas oportunidades para quem está disposto a navegar em mares mais desafiadores.

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