Política
UFMG quer ser ouvida sobre a Stock Car em Belo Horizonte

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) reforçou seu posicionamento contrário à realização de uma etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car no entorno do Mineirão, em audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, nesta terça-feira (16/4/24).
Após uma visita técnica à universidade, a comissão da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) se mobilizou mais uma vez para tratar dos impactos da Stock Car nas atividades de ensino, pesquisa e extensão da UFMG, cujas unidades se situam a algumas dezenas de metros de onde seria o circuito da corrida.
Presidenta da comissão e autora do requerimento de audiência, a deputada Beatriz Cerqueira (PT) afirmou ter constatado na visita prejuízos ambientais, sociais e para o desenvolvimento da ciência e tecnologia, que confirmam a necessidade de mudança de local do empreendimento.
Entre esses prejuízos, ela citou a poluição sonora e o bloqueio do acesso a departamentos da universidade, fatores que causariam até mesmo a interrupção de pesquisas científicas.
A deputada Bella Gonçalves (Psol) corroborou críticas à falta de abertura ao diálogo por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e à dispensa de licenciamento ambiental para liberação da corrida, tratada por parlamentares e a comunidade acadêmica como mais do que um simples evento na cidade.
Assim como o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), ela discutiu a possibilidade de judicialização da questão, tendo em vista que a PBH e os organizadores parecem decididos a manter o empreendimento conforme planejaram.
Posição da UFMG foi historicamente respeitada
A reitora da UFMG, professora Sandra Regina Goulart, destacou que a universidade não é contra a Stock Car, mas sim contra sua realização naquele local. No seu entender, a instituição foi desrespeitada, ao não ter sido ao menos consultada.
Nesse sentido, lembrou momentos históricos em que o veto da UFMG foi decisivo para que o poder público recuasse em relação a projetos no seu entorno.
De acordo com a reitora, quatro acessos da universidade serão bloqueados pelo empreendimento: o estacionamento que atende o Instituto de Ciências Biológicas, o Hospital Veterinário, o Centro Esportivo Universitário (CEU) e o Centro de Treinamento Esportivo (CTE).
Para Sandra Goulart, no intuito de justificar o empreendimento, seus efeitos econômicos foram superestimados. Além disso, ela ponderou a necessidade de se investir no turismo sustentável e responsável, que iria na contramão da etapa da Stock Car.
Animais são mais sensíveis ao barulho
O ronco dos motores dos carros da Stock Car, sempre acima dos 110 decibéis, pode comprometer a qualidade e até mesmo a sobrevivência dos animais residentes ou internados nos espaços da UFMG.
Vice-diretora da Escola de Veterinária, Eliane Melo disse que o barulho causa estresse e convulsões nos animais, como cães, gatos, cavalos e ruminantes, podendo resultar até em fraturas e na consequente eutanásia daqueles de grande porte. As atividades de pesquisa também seriam prejudicadas, pelas condições dos animais e pelos problemas de acesso à universidade.
Situação que também preocupa o Biotério Central, de onde saem anualmente mais de 23 mil roedores padronizados para pesquisas científicas. A temperatura, as vibrações, a luminosidade e os ruídos alteram padrões fisiológicos e reprodutivos dos roedores, acarretando a morte de muitos deles, segundo Adriana Dias, coordenadora do Biotério.
Ou seja, além de perder animais já preparados para as pesquisas, a universidade também perderia trabalhos em andamento, com a inviabilidade dos parâmetros de comparação.
Paralisação pode custar medalhas olímpicas
Luciano Silva, diretor do CEU, e Maicon Albuquerque, diretor do CTE, comentaram os prejuízos do cerco a ambas as estruturas para atletas amadores e de alto rendimento.
O CEU recebe diariamente uma média de 300 pessoas, para atividades de lazer, ensino, pesquisa e extensão. Cerca de 600 atletas se preparam semanalmente no CTE, o único espaço na cidade adaptado para o treinamento de muitos deles. Nesse sentido, o diretor Maicon destacou que a paralisação das atividades pode alijar atletas da disputa por uma medalha olímpica ou paralímpica, em Paris.
BH Stock Festival
Estão previstos quatro dias de evento, de 15 a 18 de agosto, quando acontecerá o chamado BH Stock Festival. O contrato firmado entre a PBH e os organizadores prevê a realização de provas no entorno do Mineirão por cinco anos.
A etapa de agosto será a primeira em BH da mais importante categoria do automobilismo brasileiro. O campeonato tem 12 etapas, começou em março, em Goiânia, e se estenderá até dezembro, com o encerramento em Interlagos, em São Paulo.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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