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Dois jovens do programa Fica Vivo! são contratados por time de futebol do México

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Dois jovens da periferia de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ganharam uma chance de mudar de vida e se profissionalizar como atletas. Ivan Ferreira, de 16 anos, e Lucas Gonçalves, de 17, embarcaram esta semana para o México, onde vão jogar futebol profissionalmente pelo time Real de Arteaga, da 1ª divisão do campeonato mexicano.

Eles desembarcaram na cidade de Querétaro, capital do estado de mesmo nome, e o time pagará as despesas de moradia, os estudos e um salário para eles jogarem no time de base. Aqui no Brasil, os adolescentes praticavam o esporte nas oficinas de futsal do programa Fica Vivo!, executado no território de Justinópolis. Agora, Ivan e Lucas mostrarão o seu talento nos campos de futebol do México.

Como a maioria das crianças brasileiras, os dois jovens começaram a brincar com a bola ainda na infância. Lucas foi incentivado por um primo e Ivan pelo oficineiro Moisés, que sempre o via na rua e o chamava para participar das oficinas do Fica Vivo!. E foi por meio do esporte que eles se esqueceram dos problemas ao seu redor e criaram sonhos, que hoje começam a se materializar.

Somente três jovens brasileiros foram selecionados para jogar pelo clube, entre eles os dois jovens do Fica Vivo!. Lucas treinava na oficina de futsal do bairro Guadalajara e Ivan no bairro Tony, ambos na região de Justinópolis. 
 

Tiago Ciccarini / Sejusp

Ivan participa da oficina de Esportes Coletivos do Fica Vivo! desde o seu início, em 2014; ele tinha apenas 7 anos e nunca faltava às aulas. “Este é o meu sonho, espero agarrar a oportunidade, subir para o profissional e ajudar a minha família. Se não fosse pelo Fica Vivo! eu não estaria jogando bola e envolvido com o esporte. Desde quando comecei a ir às oficinas tudo mudou, outro mundo se abriu para mim”.

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Já Lucas conta que precisava convencer a mãe, que muitas vezes não queria deixá-lo ir. “Eu não queria perder o futebol. Quando eu jogo sinto uma energia boa, não estou fazendo mal para ninguém, nada de errado, me divirto. Estou bastante ansioso, espero poder fazer um bom futebol e ajudar a minha família. Meu sonho é ser um grande jogador, quem sabe jogar na seleção brasileira”.

Para os oficineiros que treinavam os garotos nas oficinas do Fica Vivo!, o orgulho e a felicidade não cabem no peito. Ivan foi apelidado de Pelézinho pelos treinadores, em razão da sua habilidade com os pés. “Eu me sinto realizado. Cada jovem que consegue alcançar o seu objetivo, nós ganhamos também; é como se estivéssemos indo com eles, porque eles fazem parte da nossa história”, disse Moisés Costa de Macedo, criador da oficina e o grande incentivador do esporte, que sempre convidava Pelézinho para as partidas.

Para o oficineiro Felipe Gomes Rodrigues, esta é uma chance que eles não teriam sem o programa. “São jovens de famílias carentes, que por condições financeiras não teriam condições de sair do país para jogar. Desejo muita sorte e felicidade, que eles possam conquistar todos os sonhos deles”.

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Segundo a analista social Cecília Matos, o programa Fica Vivo!, em Justinópolis, é praticamente a única iniciativa no território que oferece aos adolescentes diversas atividades. “Quando circulamos na comunidade escutamos que o programa é o único lugar que o jovem tem para praticar esporte. E não são somente espaços de prática artística ou esportiva que ofertamos, também atendemos muitas demandas de acesso a direitos”. 
 

Tiago Ciccarini / Sejusp

Para participar das oficinas basta “chegar e entrar”, como afirma o analista Leandro Souza. “A demanda é espontânea, mas contamos com a atuação dos oficineiros, que na maioria das vezes são referências comunitárias e que estão ali na linha de frente do território. São eles que estabelecem esse vínculo inicial com os jovens”. 

Oficinas do Fica Vivo! 

O Programa de Controle de Homicídios – Fica Vivo! atua na prevenção e na redução de homicídios dolosos de adolescentes e jovens de 12 a 24 anos, em áreas que registram maior concentração desse fenômeno. O trabalho é feito por meio da oferta de diversas oficinas e conta com o trabalho de uma equipe de oficineiros e analistas.

As atividades são bem variadas, vão do grafite ao futebol, e atraem os jovens. São nestes espaços que a equipe do Fica Vivo! consegue intervir, descobrindo a situação e realidade desses adolescentes e mostrando a eles outras perspectivas.

Na Unidade de Prevenção à Criminalidade (UPC) Justinópolis são ofertadas dez oficinas: de futebol, duas de futsal, circo, esportes coletivos, artesanato, barbearia, corte de cabelo, grafite e danças urbanas. Uma média de 258 adolescentes são atendidos por mês nas oficinas, que estão presentes em quatro territórios da região. 

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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