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Escolas estaduais mineiras apostam na cultura de paz

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A convivência harmoniosa com os colegas, o respeito e o cuidado com o próximo e as ações e atitudes que retratam a cultura de paz são premissas para que a escola, um ambiente naturalmente diverso, seja agradável para todos e motivador para o processo de ensino e aprendizagem. Pensando nisso, diversas escolas estaduais desenvolvem projetos e atividades pedagógicas com o foco na convivência democrática e prevenção contra as violências no ambiente escolar. O 7/4, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Bullying e a Violência nas escolas, foi criado com o objetivo de estabelecer e reforçar as ações e medidas de conscientização e prevenção ao bullying entre os estudantes e na comunidade escolar.

Na Escola Estadual Senhora do Bonsucesso, em Caeté, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o projeto “Bullying: aqui Não!”  busca conscientizar os alunos da unidade sobre a importância do tema. “O projeto consiste em textos e reportagens que os professores trazem sobre casos de bullying e, a partir daí, é formada uma roda de conversa em que os alunos debatem a situação. Em um segundo momento, os alunos produzem textos, de forma anônima, sobre algo que perceberam na matéria e que possa ter relação com a nossa escola”, explica a diretora da unidade de ensino, Patrícia Brum.

A diretora conta que notou uma drástica redução de ocorrências desse tipo na escola, desde que a iniciativa passou a ser desenvolvida, há cerca de cinco anos. “Os textos anônimos são colados em um mural para que todos possam ler e refletir sobre as situações ocorridas. Além disso, palestras com psicólogos também são organizadas para que os jovens possam ter noção da importância do combate à violência”, disse.

O bullying, também chamado de intimidação sistemática, é todo tipo de violência física ou psicológica que ocorre de forma intencional e repetitiva, com a intenção de intimidar, agredir, causar dor ou angústia a alguém, de acordo com a Lei Federal 13.185/2015.

Pandemia

Mesmo durante a pandemia, as escolas desenvolveram projetos de intervenções pedagógicas para trabalhar o respeito e a prevenção ao bullying, como conta Camila Andrade Silveira, diretora da Escola Estadual Adalberto Ferraz, em Belo Horizonte. “Em 2020, fizemos rodas de discussão e, como estávamos on-line, convidamos uma psicóloga para conversar com os alunos e pais”, contou a diretora.

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Com a volta às aulas presenciais, a direção da unidade percebeu a necessidade de continuar com o projeto. “Os próprios alunos comentavam entre si a importância do projeto e os danos que o bullying traz. Neste ano, já iríamos dar continuidade por que percebemos que os meninos voltaram mais agitados e indisciplinados após a pandemia”, disse.

A equipe da unidade de ensino, então, preparou filmes para que os alunos pudessem entender os prejuízos que o bullying causa na vida da vítima. “Desenvolvemos trabalhos em salas de aulas por meio de debates e afixação de cartazes. Os alunos ainda discutiram sobre o filme e elaboraram uma redação sobre o tema”, relatou a diretora Camila.

Convivência democrática

Na rede pública estadual de ensino de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Educação desenvolve e estimula a realização de ações de combate à violência no ambiente escolar, além de contar com importantes parcerias em iniciativas dessa temática. Uma das ações é o Programa de Convivência Democrática, que procura defender e garantir os direitos humanos nas escolas, além de promover o respeito às diversidades e promover uma escola acolhedora, por meio de uma convivência democrática no ambiente escolar.

No ano passado, o programa ganhou uma nova versão, que contempla documentos sobre como o bullying se manifesta nas escolas, como identificá-lo e as principais formas de intervenção. Além disso, a versão atual do programa também traz protocolos que orientam sobre as intervenções e encaminhamentos em situações de violências e violações de direitos nas escolas.

O programa também contempla o novo sistema oficial de registro dos casos de violência e ações de promoção em direitos humanos nas escolas estaduais, o Sistema Integrado de Monitoramento e Avaliação em Direitos Humanos – Módulo SIMA Educação, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).

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Atualmente, o sistema está em processo de implementação. Para isso, desde o final de 2021, formações com a participação dos gestores, técnicos e analistas das 47 Superintendências Regionais de Ensino têm sido realizadas. Ao longo do ano, outras estão previstas, para gestores e servidores das escolas estaduais.

Mediação de conflitos

Em parceria com outros órgãos, fortalecendo as políticas de cooperação e de rede de proteção social básica, a SEE/MG busca instrumentos e mecanismos para que a escola construa processos de mediação de conflitos, como o Mediação de Conflitos no Ambiente Escolar (Mesc), programa da Defensoria Pública.

Destaca-se também a parceria firmada com Ministério Público (MPMG), Tribunal de Justiça Gerais (TJMG), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte para a formação de núcleos de resolução de conflitos, no contexto do Programa Núcleos para Orientação e Solução de Conflitos Escolares (NÓS).

Além disso, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) também atua rotineiramente no ambiente escolar, por meio do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) que, em uma perspectiva de formação humanista, prepara os jovens para se tornarem cidadãos responsáveis e capacitados para a condução de uma vida segura e saudável. Já por meio da Patrulha Escolar, a PMMG realiza rondas preventivas no entorno das unidades de ensino, propiciando um ambiente mais seguro para a comunidade escolar.

A data

A Lei Federal nº 13.277/2016, que institui a data 7/4 como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, foi sancionada cinco anos depois do “Massacre de Realengo”, episódio em que um jovem armado invadiu e atirou contra adolescentes que assistiam às aulas na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro. O crime bárbaro matou 12 adolescentes, com idades entre 12 e 14 anos, e deixou outros dez feridos. Em uma carta, o criminoso, de 23 anos, disse ter sido vítima de bullying enquanto estudava na unidade de ensino.

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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