Minas Gerais
Estado é referência na busca de soluções para minimizar os impactos das chuvas
Minas Gerais virou referência na busca de soluções para o enfrentamento aos impactos das chuvas que castigaram o estado no final do ano passado e início deste ano. Nesta quinta-feira (3/2), durante visita à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), a secretária Nacional de Assistência Social, Maria Yvelônia Barbosa, disse que veio a Minas em busca dessa expertise sobre o tema e na tentativa de qualificar as propostas que estão sendo desenvolvidas pelo governo federal.
O estado foi um dos mais atingidos pelas chuvas. Ao todo, 413 municípios, dos 853, decretaram situação de calamidade ou emergência. Regiões que tradicionalmente são atingidas pelas secas, como o Vale do Mucuri e o Jequitinhonha, ficaram inundadas.
No encontro com os técnicos do governo federal, a secretária de Estado Desenvolvimento Social, Elizabeth Jucá, salientou que a Sedese tem mantido todo apoio aos municípios que foram castigados pelas chuvas e que um dos grandes desafios agora é garantir a autonomia das pessoas.

A Sedese tem publicado também normas que possibilitam a liberação de recursos para os municípios atingidos pelas chuvas e que tiveram a situação de emergência reconhecida pelo governo federal. Além disso, tem organizado material de orientação sobre utilização dos recursos. Recupera Minas
Por meio do Plano Recupera Minas, cada município afetado receberá o correspondente a R$ 1,2 mil por pessoa desabrigada ou desalojada, com base no cadastro realizado no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) da Secretaria Nacional de Defesa Civil.
As gestões municipais terão autonomia para decidir como repassarão o recurso para as famílias afetadas, podendo optar, por exemplo, por adquirir cestas básicas, kits de higiene ou até mesmo conceder os benefícios diretamente em dinheiro para as famílias atingidas. O total de recursos a ser transferido do estado para os municípios será de R$ 78 milhões.
Por adotar a base de dados do S2ID, a iniciativa permitirá atender, inclusive, pessoas que não estão cadastradas nos programas sociais do governo, mas que também foram atingidas e precisam de apoio.
O Recupera Minas também irá disponibilizar, via Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), R$ 200 milhões em linha de crédito para reconstrução das casas afetadas pelas chuvas. Do total de verba disponibilizada, R$ 182 milhões são aporte direto do governo mineiro.
Cada cidade poderá inscrever projetos financiáveis entre R$ 100 mil e R$ 2 milhões e a contratação já pode ser feita 100% on-line no site do banco (bdmg.mg.gov.br/municípios). A Sedese prestará apoio técnico para os municípios acessarem o recurso, com capacitação, preparo da documentação e elaboração de modelos de construção de casas e edifícios aptos a recebem o financiamento. Apoio
A secretária de Planejamento e Gestão de Minas, Luísa Barreto, que também participou do encontro, reforçou o pedido de apoio à SNAS. Disse que a Seplag soma esforços à Sedese, com destinação de R$ 260 milhões aos municípios atingidos, e que Minas precisa de uma solução a médio prazo para as pessoas que ficaram sem suas moradias.
Maria Ivelônia enfatizou que o governo federal tem trabalhado para simplificar processos para atendimentos a situações de emergência, como é o caso da Portaria Nº 90/2013, que flexibilizou parâmetros e procedimentos para o cofinanciamento federal para proteção às famílias de atingidos por situações de calamidades públicas e emergências no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (Suas), e que vai avaliar se as normas e medidas legais adotadas pela Sedese podem ser replicadas no âmbito federal para ampliar o atendimento aos atingidos.
Um grande desafio, apontando pelas equipes da Sedese e da Secretaria Nacional é a capacitação dos gestores locais de assistência social quanto à utilização dos recursos, já que é comum municípios terem verba aportada, mas não conseguirem executar projetos necessários para atendimento à população por falta de conhecimento técnico.
Visita a Raposos Nesta sexta-feira (4/2), a comitiva do Ministério da Cidadania, que inclui também o secretário Especial de Desenvolvimento Social, Robson Tuma, o diretor do Departamento de Benefícios Assistenciais, André Veras, e a assessora do Gabinete da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS), Léa Rocha, vai visitar a cidade de Raposos, que foi impactada pelas chuvas deste ano.
Os técnicos do governo federal serão acompanhados pela secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Elizabeth Jucá, pela subsecretária de Assistência Social de Minas, Mariana Franco, e pelo superintendente de Proteção Social Especial da Sedese, Cristiano de Andrade, além da diretora de Serviços e Benefícios Socioassistenciais, Soraia Vanessa Cruz.
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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