Minas Gerais
Funed se reinventa e alcança importantes marcos na produção de conhecimento sobre a covid-19

Dois anos se passaram desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia de covid-19, afirmando que o número de pacientes infectados, de mortes e de países atingidos deveria aumentar nas próximas semanas daquele março de 2020. As previsões se concretizaram e as populações de todo o mundo tiveram que se adaptar às restrições e aos novos hábitos impostos pela doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).
A Fundação Ezequiel Dias (Funed), que é o Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais (Lacen-MG), também se viu, da noite para o dia, diante de um grande desafio: receber as amostras vindas de todo o estado e realizar os exames de diagnóstico de covid-19, cujo número crescia exponencialmente, dia após dia. De 12/3/2020 até 12/3/2022, foram liberados mais de 430 mil laudos de exames PCR relacionados à doença.
Vigilância genômica
Outra frente importante conduzida pela instituição é a relacionada à vigilância genômica, que permite aos gestores tomar decisões e melhor gerenciar a pandemia, de acordo com os dados e informações disponibilizadas sobre o comportamento do vírus. O sequenciamento realizado na Funed atende, além das amostras de Minas Gerais, as encaminhadas por outros seis estados da federação, uma vez que a instituição foi reconhecida pelo Ministério da Saúde como um dos laboratórios de referência para sequenciamento genético no Brasil.
O Serviço de Virologia e Riquetsioses (SVR) da Funed realizou, até o momento, o sequenciamento de 1.525 genomas e, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (RJ-MG), outros 512 genomas. Além disso, foram realizadas mil genotipagens na Funed e, como colaborador no Observatório de Vigilância Genômica (Ovigen), parceria entre diversas instituições, como Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Funed, Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina da UFMG (Nupad) e Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), foram genotipadas 3.693 mil amostras de julho de 2021 até hoje.
Segundo o responsável pelo Laboratório de Vírus Respiratórios, André Leal, os sequenciamentos realizados na Funed representam um aumento incomparável, pois o laboratório de biologia molecular realizou, em 2020, 40 sequenciamentos e, em 2021, 906 genomas completos, somente para Sars-CoV-2, representando um aumento de 22,65 vezes na produção. “Para termos dimensão da grandiosidade desse feito, podemos comparar com o diagnóstico da covid-19, que saltou de 200 amostras por dia, no início da pandemia, para 2 mil, ou seja, um aumento de dez vezes. Então, quando dimensionamos dessa forma, percebemos que o sequenciamento expandiu mais que o dobro do diagnóstico e é importante frisar que se trata de uma técnica extremamente laboriosa e de difícil interpretação de resultados. Portanto, são necessárias ferramentas de laboratório e computacionais de alto poder analítico”, frisa André Leal.
Reforços
Para conseguir atender ao crescente aumento da demanda, a Funed adquiriu uma plataforma automatizada de biologia molecular. Devido aos excelentes resultados que o laboratório de biologia molecular apresentou nos últimos dez anos, o Ministério da Saúde disponibilizou ao Laboratório Central de Saúde de Saúde Pública (Lacen-MG) outras duas plataformas automatizadas, além de dois extratores semi-automatizados. Durante a pandemia, também foram recebidos, entre comprados e doados, dez termocicladores, aumentando de dois para 12 equipamentos.
Para a chefe da Divisão de Epidemiologia e Controle de Doenças (DECD), Ana Luísa Furtado Cury, é importante também falar sobre o envolvimento dos diversos serviços de diferentes diretorias da Funed para que esse resultado fosse alcançado, principalmente nos momentos de maior demanda. “Tivemos pessoas que se dividiram entre as suas atribuições e o trabalho direto no combate à pandemia. Tivemos também voluntários que trabalharam em plantões aos finais de semana e feriados, além de servidores de outras diretorias convocados de férias regulamentares para ajudar nas ‘atividades covid’, como costumamos falar por aqui”, revela Ana Luísa.
Desafios e conquistas
Trabalhar com o desconhecido foi, segundo a equipe, o principal desafio nesse período. “Por mais que estejamos habituados a trabalhar em situações de demanda espontânea, a pandemia nos trouxe proporções nunca antes imaginadas. Não tínhamos ideia do que nos aguardava e essa situação mudava numa velocidade muito grande. Decisões tomadas num dia já se tornavam obsoletas no dia seguinte. Então, até conseguirmos nos adaptar a essas variações e chegar em uma estrutura mínima que desse conta de atender todas as nossas demandas, demorou um bom tempo”, avalia a chefe da DECD.
Entre as principais conquistas, segundo o chefe do SVR, Felipe Campos de Melo Iani, está o salto na produção analítica sem perda da qualidade. “Trabalhamos atualmente com um parque tecnológico de ponta e conseguirmos avistar situações que podem causar problemas de saúde pública preventivamente, por meio do monitoramento laboratorial ativo. A exemplo disso, podemos citar a descrição da explosão de casos de Influenza em novembro e predição da explosão de casos de covid-19 em janeiro de 2022”, frisa.
Legado
Para Ana Luísa Cury, o principal legado foi reforçar a importância do trabalho em equipe. “Isso nos permitiu atender às demandas no menor tempo possível, da melhor forma possível. Apesar do trabalho em equipe já ser uma prática comum nos serviços, dessa vez foi mais desafiador, pois foi necessário compor as equipes com pessoas que tinham pouco ou nenhum conhecimento sobre as atividades realizadas. No final, conseguimos fazer com que o trabalho fluísse, mesmo com um aumento significativo da demanda”, revela. A chefe do DECD menciona também o fato de ter sido possível trabalhar os conhecimentos, habilidades e atitudes de cada pessoa, aproveitando o melhor que tinham a oferecer.
Para o diretor do Instituto Octávio Magalhães (Iom), Glauco Carvalho, a pandemia possibilitou demonstrar que, quando há investimento em infraestrutura e a área técnica é incluída nas decisões estratégicas, são observados melhores resultados que impactaram na vida das pessoas e da população. “Realizamos, em 2021, todas as amostras encaminhadas para doação de órgãos em Minas Gerais em até 24 horas e os demais exames liberados em até 72 horas, contribuindo para o manejo clínico em hospitais. Descrevemos, em tempo real, a reemergência do vírus Influenza no estado de Minas Gerais e estreitamos laços com a pesquisa de ponta no Brasil e no mundo, por meio de parcerias com centros como UFMG, Fiocruz e Oxford. Além disso, receber a visita da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), no final de 2021, causou excelente impressão e caminhamos para nos tornar um centro de referência Opas para outros vírus respiratórios”, conclui o diretor do Iom.
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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