Minas Gerais

História de Rosa Maria Egipcíaca será contada pela escola Unidos do Viradouro

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O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, se reuniu com a direção da escola de samba, nessa quarta-feira (14/12), no Palácio da Liberdade (Léo Bicalho / Secult)

“Rosa Maria Egipcíaca” é o título do enredo que a Unidos do Viradouro levará ao Sambódromo do Rio no desfile do próximo Carnaval. Para buscar o campeonato, a escola escolheu mostrar a história dessa mulher apontada como a primeira afro-brasileira a escrever um livro no Brasil, que foi escravizada, meretriz, beata e feiticeira. 

A história de Rosa Maria dialoga diretamente com a memória de Minas Gerais, onde a mulher viveu no período pré-Inconfidência. Parte dos 46 anos de vida de Rosa Maria Egipcíaca da Vera Cruz ou Rosa Courana, nascida no Golfo do Benin, na África, em 1719, será mostrada, na Marquês de Sapucaí, pela agremiação da cidade de Niterói, com 2.500 componentes, divididos em 23 alas.

A pesquisa de elaboração do enredo, que tem como objetivo levar ao conhecimento do público a saga dessa personagem rica, marcante, e pouco conhecida, foi feita pelo carnavalesco Tarcísio Zanon e pelo jornalista e escritor João Gustavo Melo, a partir do livro Rosa Egipcíaca: Uma Santa Africana no Brasil”, de Luiz Mott, antropólogo e historiador.

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Em busca de detalhes que pudessem enriquecer o conteúdo e as referências visuais para a criação de fantasias e alegorias do desfile, Tarcísio Zanon percorreu pontos do Rio de Janeiro, onde Rosa chegou aos seis anos de idade e viveu por duas décadas. O carnavalesco, com sua equipe, também visitou as cidades históricas de Minas Gerais, para pesquisa de campo.

“Rosa esteve nas cidades mineiras, onde foi escrava de ganho e prostituta. Quando virou beata, passou a frequentar as igrejas daquela região. Nossa ida a Minas foi bastante proveitosa, não só pra pesquisa de texto, mas para reunirmos referências em relação à parte plástica”, revela – revela o carnavalesco.

A Viradouro vai encerrar o espetáculo do Grupo Especial em 2023. Será a última escola do desfile de Segunda-Feira de Carnaval. Entre destaques, vale ressaltar que o enredo também fará abordagem do sertão de Guimarães Rosa e da campanha ‘A Liberdade Mora em Minas’.

Fonte: Agência Minas

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Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

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