Minas Gerais

Opera Mais deve realizar 192 mil cirurgias eletivas neste ano com incentivo financeiro do governo

Publicados

em

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) revela o sucesso do programa Opera Mais, Minas Gerais, de incentivo financeiro para a realização de cirurgias eletivas. Entre janeiro e abril deste ano, foram realizadas 64.217 cirurgias do rol da política, um aumento expressivo em relação ao mesmo período de 2022, quando foram computados 42.934 procedimentos. O número atual também é superior ao dos quatro primeiros meses de 2019 – ano considerado como referência do início dessa política pública, por ser anterior à pandemia de covid – quando foram realizadas 44.208 cirurgias. Ao todo, estima-se realizar em 2023 cerca de 192 mil procedimentos, superando a marca dos 175.716 realizados ao longo do ano passado.

“O programa Opera Mais foi criado com o objetivo de aprimorar o acesso a cirurgias eletivas, buscando reduzir as filas de espera e garantir que os pacientes recebam os procedimentos necessários de forma ágil e eficiente. Os números do primeiro quadrimestre de 2023 mostram uma evolução crescente em relação aos anos anteriores, reforçando o impacto positivo do programa na saúde da população mineira”, avalia o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti. “Esse aumento é especialmente significativo considerando-se o impacto da pandemia de covid-19 no setor da saúde”, diz.

Os cinco tipos de cirurgias mais realizados em 2022 dentro do programa foram a hernioplastia inguinal/crural, a colecistectomia videolaparoscópica, a colecistectomia, a hernioplastia umbilical e a laqueadura tubária.

A proposta do Opera Mais é utilizar recursos do tesouro estadual para complementar o financiamento federal das cirurgias eletivas realizadas por municípios e instituições de saúde. Para isso, foi estabelecido uma relação de cirurgias prioritárias, considerando critérios como tamanho da demanda, ritmo de giro da fila, criticidade dos procedimentos e quantidade de prestadores disponíveis.

Leia Também:  Parceria vai desenvolver mercado de finanças verdes em Minas Gerais

Em 2023 o estado já investiu um total de R$ 148.809.100,25 para viabilizar o acesso dos cidadãos aos procedimentos cirúrgicos necessários. Desde o início da política, em 2021, já foram investidos R$ 327.993.187,14.

Aperfeiçoamento

Com o objetivo de aperfeiçoar ainda mais o modelo e agilizar o processo de atendimento aos pacientes, a SES-MG aprovou em julho uma nova pactuação na Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que entrará em vigor em setembro de 2023. A medida foi formalizada com a publicação da Deliberação CIB-SUS Nº 4.301/23.

“Essa reformulação trará uma metodologia mais simplificada de monitoramento e pagamento, além de ampliar o financiamento concedido à realização das cirurgias eletivas”, comenta o secretário.

Uma das mudanças significativas é a atualização do rol da política, com o redirecionamento de cirurgias de urgência e de oncologia para iniciativas paralelas de organização e financiamento, mais adequadas dentro da organização do SUS no estado, bem como a inclusão de 34 novas cirurgias eletivas na relação do programa, o que ampliará a oferta de procedimentos disponíveis para a população. Além disso, as metas de produção foram substituídas por metas de ampliação do acesso em nível regional, possibilitando o compartilhamento dos ganhos de produção verificados no estado. “A aprovação dessa nova pactuação na CIB demonstra o comprometimento da Secretaria em aprimorar constantemente o programa Opera Mais e garantir que mais pacientes tenham acesso às cirurgias eletivas, que é uma demanda histórica no Estado”, reafirma Baccheretti.

Novo modelo

Na nova fase, o programa Opera Mais vai passar por uma remodelação visando impulsionar ainda mais o acesso a cirurgias eletivas no estado. “O objetivo do novo modelo é qualificar o financiamento das cirurgias eletivas, atacar o problema da insuficiência da Tabela SUS e garantir uma melhor remuneração às instituições de saúde de Minas Gerais”, ressalta Baccheretti. Esse aprimoramento financeiro busca incentivar o aumento da produção e a execução das cirurgias em conformidade com as vocações assistenciais de cada instituição, promovendo, assim, uma maior oferta de procedimentos.

Leia Também:  Governador acompanha avanços de programa de incentivo ao esporte em Vargem Alegre

As metas para a nova fase do programa estão alinhadas com a Programação Pactuada Integrada (PPI) do Sistema Único de Saúde (SUS). O Opera Mais incentivará o compartilhamento da produção entre municípios vizinhos, visando a equidade de acesso dos pacientes. Os prazos para o alcance das metas permanecem os mesmos, com atualização dos dados a cada quadrimestre, em aproximadamente 70 dias após o período de referência.

Com a responsabilidade da regulação das cirurgias eletivas atribuída aos municípios, o programa Opera Mais influencia a realização de procedimentos ao incentivar a oferta de cirurgias com valores de mercado mais significativos. Essa abordagem contribui para agilizar a execução dos procedimentos, sempre considerando as filas de regulação existentes.

Para integrar o Opera Mais, municípios e prestadores beneficiados poderão realizar suas inclusões a qualquer momento, após a aprovação do novo formato. “Os prestadores privados sediados em municípios que detêm a gestão dos serviços de saúde não precisam formalizar a participação na política junto à SES-MG, bastando que estas entidades contratualizem com as gestões do SUS nos municípios que já estão vinculadas ao Opera Mais, Minas Gerais”, finaliza Fábio Baccheretti.

Fonte: Agência Minas

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ARTIGOS

Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

Publicados

em

O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  São Lourenço: Polícia Civil prende três suspeitos em operação
Continue lendo

ALPINÓPOLIS E REGIÃO

MINAS GERAIS

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA