Minas Gerais
Pesquisador estuda relação entre fuso horário e desempenho de atletas
Os jogos oficiais da Copa do Mundo de futebol masculino no Catar, na Ásia, começam no domingo (20/11). A diferença de fuso horário em relação ao Brasil é de seis horas a mais. Será que isso interfere no rendimento dos atletas em campo? Questões como essa direcionam o trabalho de pesquisa do professor do Departamento de Esportes da Faculdade de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Effto) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marco Tulio de Mello. Especialista na área do Sono, Distúrbios do sono, Fisiologia do Esforço e Treinamento Desportivo, Mello desenvolveu pesquisas para compreender a relação entre desempenho dos atletas e os fusos horários.
Segundo o professor, observa-se que em viagens entre lugares com mais de três horas de diferença no fuso horário ocorre uma condição temporária chamada jet lag. O passageiro passa por uma adaptação difícil, podendo sentir sonolência, fadiga e diminuição das funções cognitivas. Isso porque a nossa compreensão de “hora de dormir” ou “hora de acordar” é apreendida por uma parte do nosso cérebro chamado Núcleo Supraquiasmático e está relacionada à luminosidade do local em que estamos.
Em longas viagens, nosso corpo segue “obedecendo” aos horários em que o sol se põe e nasce de acordo com o local de origem. “Em geral, o que é dito é que as pessoas demoram um dia (para adaptar-se) para cada fuso atravessado. Se eu for daqui até o Japão, por exemplo, são 12h de fuso. Na teoria, demorarei 12 dias para me adaptar”, explica o pesquisador, que também é diretor técnico dos centros de Estudos em Psicobiologia e Exercício (Cepe) e o Multidisciplinar em Sonolência e Acidentes (Cemsa). A base dos estudos do pesquisador foram as rotinas de atletas do comitê olímpico, paraolímpico e equipes de futebol para as Olimpíadas do Rio de Janeiro (2016) e, posteriormente, para as Olimpíadas do Japão (2021).
Estratégias
De acordo com Mello, antecipar a adaptação ao novo fuso horário levando em conta o perfil de sono de cada jogador é uma forma de mitigar o jet lag. “O que devemos fazer quando um atleta irá viajar é não esperar que ele se adapte ao claro e ao escuro do local. Eu tenho que antecipá-la tornando-a mais rápida para que ele não tenha perda de força ou de testosterona no dia da competição”, elucida.
Apesar do que muito se acredita, a quantidade de horas necessárias de sono não são, necessariamente, 8h. Na verdade, isso depende do perfil de cada pessoa. O professor esclarece que 70% da população brasileira tem um boa noite de sono dormindo 7h40 de sono por noite. Há quem necessite de menos que 6h30 – a chamada população curta dormidora, correspondente a cerca de 15% dos brasileiros. Outros 15% são pessoas que precisam de mais de 9h30 de sono por noite. Estas são chamadas de longos dormidoras.
Em pesquisa realizada em 2016, com o apoio da Fapemig, foram feitos testes com 32 não atletas do sexo masculino com idade entre 18 e 59 anos, privados de sono por 36 horas. Foi notado um impacto negativo no desempenho psicomotor e nos aspectos comportamentais dos indivíduos como redução na potência aeróbica, ou seja, na capacidade de desenvolver atividade física ao longo do tempo sem dificuldades para se recuperar. Estes efeitos também podem ser apresentados por pessoas que permanecem muito tempo acordadas como é o caso de trabalhadores noturnos, estudantes e atletas que viajam em competições internacionais.
Em outras pesquisas, concluiu-se que diante da redução de 3h de sono por noite durante uma semana ocorre uma queda de 10% a 15% na testosterona no organismo. “Nossos estudos têm demonstrado que essas pessoas – médicos, trabalhadores por turno, bombeiros, todos que trabalham à noite ou trabalham a cada dia em um horário – acabam tendo uma perda de força muscular muito grande devido à queda na testosterona, como também a perda de músculo. O exercício físico não reverte essa situação, apenas minimiza”, conta Marco Mello. Essa perda muscular afeta o metabolismo, o que dificulta, por exemplo, a perda de peso.
Efeitos
Noites mal dormidas também podem afetar a memória e o aprendizado. O pesquisador explica que o sono é dividido em duas fases: o sono REM e o sono não REM. A expressão REM é abreviatura de Rapid Eye Movement (movimento rápido dos olhos). Segundo Mello, o sono REM corresponde de 15% a 20% do tempo total das noites de sono. “É muito importante porque, durante esse período, você desliga a musculatura, fica inerte, a frequência cardíaca aumenta, assim como a pressão arterial e a atividade cerebral. É nesta fase, inclusive, que a memória é consolidada, ‘salvando ou descartando’ lembranças”, adiciona.
A segunda fase do sono, chamada de sono não REM, é subdividida em três etapas e caracterizada pela não movimentação dos olhos. Durante a terceira subetapa, chamada de sono delta, sono profundo ou N3, ocorre a recuperação física e tecidual do corpo, e é liberado no organismo o hormônio do crescimento (GH).
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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