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PCMG prende cinco suspeitos de crimes sexuais

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Divulgação/PCMG

Marcando mais uma ação de combate à exploração e o abuso sexual contra crianças e adolescentes, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou operação, nesta quarta-feira (17/5), para prisão de cinco homens condenados por crimes sexuais contra jovens em Belo Horizonte e Contagem, na região metropolitana.

A ação compõe uma etapa da operação Caminhos Seguros, desenvolvida durante todo o mês do Maio Laranja, que marca o combate à exploração infantojuvenil e que inclui, também, atividades de prevenção, como palestras, rodas de conversa, grupos de trabalho e parcerias institucionais com clubes de futebol e Minas.

Durante a operação policial, foram presos cinco homens, com idades entre 40 e 72 anos, condenados pela Justiça por crimes sexuais e contra a dignidade sexual de vulneráveis.

Na região do Barreiro, nos bairros Cabana, Mineirão e Santa Rita, foram realizadas três prisões. Conforme explica a delegada Thalita Caldeira, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em todos os casos os suspeitos eram do convívio familiar das vítimas. “Em um dos crimes, nos chamou a atenção a devastadora consequência desse tipo de violência, uma vez que a vítima, uma menina de 9 anos, desenvolveu hábito de automutilação, o que pode ser comum quando não há uma forma de exteriorizar os abusos sofridos”, revelou a delegada.

A delegada informou ainda que o comportamento alterado alertou a família da criança, que passou a desconfiar do crime e a partir daí tiveram início as investigações. O pai do padrasto da vítima, de 72 anos, foi condenado e preso pelos abusos.

Na segunda investigação, um homem de 43 anos, ex-cunhado da vítima, uma adolescente de 13 anos, se aproximou da jovem por meio de mensagens de celular e obteve fotos nuas da garota. Em outro momento, ele se encontrou presencialmente com a vítima e ocorreram os atos libidinosos. “Crimes dessa natureza são muito comuns de se iniciarem pelo meio virtual, por isso, pais e responsáveis legais devem estar muito atentos aos hábitos dos jovens nessas plataformas”, alerta a delegada Thalita Caldeira.

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Já na terceira prisão, o homem de 40 anos tentou fugir da abordagem policial quando estava no trabalho, mas foi contido nas imediações da empresa. Segundo apurado, ele ameaçava a vítima, de 15 anos, a ter relações sexuais com ela sob a falsa ameaça de que teria contatos com criminosos e que a família da adolescente poderia sofrer consequências caso os abusos fossem denunciados. O caso foi mantido em sigilo por certo tempo até a descoberta pelos familiares.

Ambiente doméstico

No bairro Vila Nossa Senhora de Fátima, região Sul da capital, a Polícia Civil cumpriu mandado de condenação contra um homem de 47 anos que abusou da enteada, de 7. A mãe suspeitou do comportamento estranho da menor e, ao questioná-la, a vítima relatou os abusos sexuais. “Daí a importância de sempre observar alteração nos comportamentos das crianças e adolescentes e sempre informar eles o que é correto e o que não é, uma vez que esses crimes são cometidos em ambiente doméstico e eles têm confiança nos agressores”, observa a delegada Thaís Degani.

A chefe do Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam), delegada Carolina Bechelany, lembra que cerca de 80% dos suspeitos de violência sexual contra menores são do ambiente familiar ou do convívio social das vítimas. “Por isso, a conscientização é o nosso principal caminho para prevenção a essa modalidade criminosa, devemos conversar sempre com nossos filhos e orientá-los para o que é uma demonstração de carinho e o que é um abuso”, reforçou.

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O quinto preso na operação, de 58 anos, foi preso na região Noroeste de Belo Horizonte. Conforme o delegado Diego Lopes, também da Depca, ele residia no mesmo lote em que a vítima, uma criança de 5 anos. Em uma das ocasiões, uma vizinha presenciou diretamente os abusos e contou à mãe da vítima. “É muito importante divulgar essas prisões, pois são decorrentes de condenações de 18 a 22 anos de reclusão, penas altas aplicadas a crimes gravíssimos, nosso compromisso com a justiça penal”, destacou.

Outros três condenados continuam sendo procurados pela Polícia Civil.

18 de maio

Nesta quinta-feira, 18 de maio, é comemorado 50º Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A Polícia Civil desenvolveu cartilhas e vídeo para orientação e conscientização de toda a população, que podem ser conferidos clique AQUI

A chefe do Defam, delegada Carolina Bechelany, explica que a data surgiu com a Lei 9.970/2000, em memória à criança Aracelle, que em 1973, com oito anos, foi drogada, violentada e morta. “Precisamos, portanto, conscientizar as crianças, adolescentes, pais e toda sociedade. Por isso desenvolvemos uma parceria com o América, Atlético e Cruzeiro, que divulgam a campanha do Maio Laranja, difundindo o canal de denúncia Disque 100”, concluiu.

Fonte: Polícia Civil de MG

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Carga de 6 milhões e caminhão com chassi adulterado são recuperados

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Da redação – A Polícia Militar evitou o furto de uma carga milionária de defensivos agrícolas na Cooperativa de Café COOPERCITRUS, em Itamogi, extremo sudeste de Minas. O crime, que ocorreu no último dia 30/12  foi frustrado devido a denúncias que alertaram uma movimentação suspeita na cooperativa, os policiais foram ao local e constataram que os criminosos haviam tentado levar uma carga de defensivos agrícolas avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais.

Imediatamente, os agentes iniciaram uma investigação utilizando câmeras de segurança e identificaram um veículo que deu suporte à ação e um caminhão que seria usado para o transporte da carga.  A partir destas informações os policiais mineiros, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, iniciaram uma operação para localizar e prender os autores. Durante as diligências, o veículo suspeito foi avistado e, após uma perseguição, acabou se envolvendo em um acidente de trânsito, um deles foi capturado e preso.

Ontem 2/1  a polícia localizou o caminhão usado na ação criminosa abandonado em um cafezal na zona rural de Itamogi. Sem placas de identificação, o veículo foi identificado como roubado em Miguelópolis (SP) em junho de 2024, após a análise de uma nota fiscal e do chassi.

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O chassi havia sido adulterado para coincidir com o de outro caminhão de uma empresa do Rio Grande do Sul, uma prática comum entre quadrilhas especializadas. A adulteração de sinal identificador de veículo automotor, como o chassi, é crime previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de reclusão de 3 a 6 anos e multa. A Polícia Militar segue trabalhando para identificar e prender os outros envolvidos, além de investigar se a quadrilha possui conexão com outros crimes semelhantes na região.

O caso reforça a necessidade de ações integradas para combater crimes de roubo e adulteração de veículos.

 

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