Política
Crianças e adolescentes precisam ser acompanhados ao acessar a internet

Especialistas alertaram pais e responsáveis para a necessidade de fazerem um acompanhamento cuidadoso do uso da internet por crianças e adolescentes. Essa temática norteou, na manhã desta segunda-feira (4/12/23), debate público realizado pela Comissão de Prevenção e Combate ao Uso de Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A iniciativa aborda, ao longo de todo o dia, desafios, perspectivas e soluções necessárias para enfrentar ameaças como drogas sexuais, estupros virtuais e redes de violação contra crianças e adolescentes.
Promotor de Justiça especializado em Direito Penal e coordenador do Movimento Nacional Todos contra a Pedofilia, Carlos José e Silva Fortes, foi um dos que defendeu a importância dos pais se envolverem na educação dos filhos para o uso da internet.
Durante sua palestra sobre “Prevenção ao abuso e exploração sexual e uso de drogas”, ele foi bastante enfático quanto à quantidade de casos que chegam a ele, diariamente, de crianças vítimas de abuso sexual, crime que, segundo ele, acontece de maneira virtual e presencial e pode ocorrer também por negligência de responsáveis.
Ele também alertou às pessoas para que jamais passem adiante qualquer esse tipo de material pelo Whatsapp com o objetivo de denúncia. “Denúncias de crimes não são feitas em correntes de WhatsApp, mas nas Delegacias de Polícia. Também é crime repassar os vídeos, mesmo que com o objetivo de punir o criminoso. E isso não ajuda ninguém, só prejudica ainda mais a imagem daquela criança e fere a sua honra”, frisou.
Supervisão e atenção
O delegado titular da Delegacia Especializada de Apuração de Ato Infracional, Ângelo Ramalho Álvares, também alertou os participantes do debate público que têm filhos em idade escolar para que prestem atenção a essas crianças e adolescentes.
Participando da mesa que abordou os perigos e as consequências reais do mundo virtual, ele disse que grande parte deles acessa a plataforma Discord que oferece chat de voz, texto e vídeo para se relacionar com amigos.
Ocorre que nessa mesma plataforma, como contou, têm sido relatados casos de pedofilia e exploração sexual que vitimizam, sobretudo, adolescentes que não se relacionam tão bem no mundo físico e se sentem de certa forma protegidos na internet.
Delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Vespasiano (Região Metropolitana de Belo Horizonte), Nicole Perim, acrescentou que é preciso observar os sinais visíveis e invisíveis que a criança ou adolescente manifesta, porque dificilmente vai falar que está sendo abusado.
Ela alertou para mudanças de comportamento, como ficar mais triste ou nervoso e alterar a forma de se vestir.
A cada três páginas sobre pedofilia no mundo, duas têm origem no Brasil
Dois terços das páginas da internet sobre pedofilia no mundo têm origem brasileira. Foi o que ressaltou o delegado de Polícia Civil titular da Delegacia Regional de Manhuaçu (Zona da Mata), Felipe de Ornelas, durante o debate.
Ele rememorou que a sociedade se alterou profundamente nas últimas décadas. De acordo com o delegado, inúmeros fatores contribuíram para isso, mas o principal deles são as tecnologias de informação e comunicação.
Conforme disse, com a internet, surgiram novas formas de se comunicar e de se relacionar, de comprar e vender produtos. Nesse mesmo sentido, surgiram novas formas de cometimento de crimes.
De acordo com ele, a legislação e a punição a esse tipo de crime não têm conseguido dar a devida resposta a esses casos. “O direito penal deve acompanhar essa mudança na sociedade em que o virtual e o real se entrelaçam”, defendeu.
Desafios
Para a delegada de Polícia e chefe da Divisão de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente, Renata Fagundes, os crimes têm avançado no meio cibernético de maneira assustadora e esse é um problema que não pode mais ser ignorado pelos entes públicos. “O debate é necessário, para que os criminosos sejam responsabilizados”, afirmou.
Esse aspecto, inclusive, foi apontado por ela como um desafio. “Muitas vezes, é difícil enquadrar as condutas desses criminosos em fatos típicos para responsabilizá-los. Nesses casos, precisamos fazer uma manobra jurídica para responsabilizar o autor do crime”.
A deputada Delegada Sheila (PL), que preside a comissão e solicitou a iniciativa, também abordou o assunto.
Ela também disse que a investigação de crimes cibernéticos fica bastante centralizada na Capital mineira e que buscar a descentralização dessas atividades pode contribuir para uma resposta mais adequada a esses fatos.
Na mesa de abertura do debate, o subsecretário de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Duílio Campos, ressaltou a importância da realização de campanhas direcionadas aos responsáveis e à conscientização de crianças e adolescentes.
“A maior parte dos crimes hoje acontece em ambiente virtual. Precisamos construir caminhos para tirar nossa juventude desses riscos e espero que hoje possamos debater formas de avançar na articulação do trabalho em rede e na responsabilização dos pais, quando necessário”, enfatizou.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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