Política
Deputada propõe CPI para investigar transporte metropolitano

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) pode criar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar denúncias de descumprimento do contrato de concessão do transporte coletivo intermunicipal na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
O anúncio foi feito pela deputada Bella Gonçalves (Psol) nesta quinta-feira (10/8/23), durante audiência pública realizada pela Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização. O pedido de CPI foi motivado por críticas e questionamentos de pessoas de várias cidades da RMBH apresentados durante a reunião.
A CPI também pretende investigar denúncias de fraude na licitação do transporte coletivo metropolitano. A deputada Bella Gonçalves disse que vai iniciar a coleta de assinaturas para o requerimento da comissão. Para ser submetido à análise da Mesa da ALMG, esse pedido precisa da adesão de pelo menos 26 parlamentares.
“Espero que a ALMG tenha coragem de fazer essa investigação”, afirmou a deputada Bella Gonçalves. Ela citou reportagens que expõem as más condições do transporte de passageiros na RMBH e reclamou que as autoridades estaduais não tomam providências para revogar o contrato com as empresas de ônibus, que foi assinado em 2008 e tem validade de 30 anos.
A deputada Macaé Evaristo (PT), que solicitou a realização da reunião juntamente com Bella Gonçalves, também criticou a falta de compromisso das empresas de ônibus com a qualidade do serviço. “Falar de transporte metropolitano é falar de um suplício cotidiano para os trabalhadores”, afirmou.
Ônibus sucateados e quadro de horários reduzido
Superlotação, ônibus sucateados, quadro de horários reduzido, ausência de integração de tarifas, altos preços das passagens, falta de acessibilidade para pessoas com deficiência. Essas são as principais reclamações de moradores de várias cidades da RMBH que dependem do transporte coletivo metropolitano.
Algumas pessoas chegam a passar quatro horas por dia dentro de ônibus, em seus deslocamentos para ir e voltar do trabalho em Belo Horizonte. A viagem entre Esmeraldas e a Capital custa R$ 14,55, por exemplo. São R$ 29,10 por dia, que somam pelo menos R$ 582 por mês, para quem precisa ir e voltar todos os dias.
A escassez de ônibus é maior à noite e aos finais de semana e feriados, o que compromete o acesso dos cidadãos dos municípios da Região Metropolitana a Belo Horizonte. A situação piorou após a pandemia de Covid-19. Por isso, os representantes de movimentos sociais que participaram da audiência pública cobraram a retomada do quadro de horários de antes da pandemia.
“Queremos tudo do bom e do melhor porque merecemos e pagamos impostos. É dignidade o que estamos pedindo”, afirmou a coordenadora do movimento Mobiliza BH, Marina de Oliveira Costa. “Só pega ônibus quem é obrigado; ninguém pega porque quer”, disse o presidente da Associação dos Usuários de Transporte Coletivo da RMBH, Francisco de Assis Maciel.
Para resolver todos esses problemas, o representante do movimento Tarifa Zero, André Henrique de Brito Veloso, defendeu o cancelamento do contrato firmado com as empresas de ônibus. “Não é possível que esse tipo de barbárie continue acontecendo, às custas da dignidade da população”, afirmou.
A presidente da Associação de Defesa da Natureza da Região do Bairro Nacional, de Contagem, Maria Antonieta Pereira, propôs maior controle social sobre o transporte metropolitano. Para ela, seria importante constituir um Conselho Estadual de Transporte Público, com participação de representantes da sociedade civil organizada.
Para Estado, problemas exigem soluções estruturais
O superintendente de Transporte Metropolitano, Diego Pessoa Santos, argumentou que os problemas apresentados pelos moradores da RMBH dependem de soluções estruturais para o transporte coletivo.
Ele explicou que o sistema é inteiramente financiado pela tarifa cobrada dos passageiros, por isso, o aumento de custos para financiar o aumento das viagens de ônibus se reflete em reajuste das passagens. Segundo Diego Santos, atualmente são transportados diariamente cerca de 650 mil passageiros, o que corresponde a 75% do total transportado antes da pandemia de Covid-19.
O superintendente admitiu que a pandemia impactou a idade de média da frota de ônibus metropolitanos, uma vez que as empresas ficaram descapitalizadas com a redução do número de passageiros. De acordo com ele, a média atual é de dez anos, mas o regulamento contratual permite que sejam utilizados ônibus com até 18 anos de idade.
Diego Santos informou que existem apenas oito servidores estaduais para fiscalizar os ônibus metropolitanos. Mas, mesmo com esse número reduzido, entre janeiro e julho deste ano foram emitidos 1.500 autos de infração, graças a parcerias firmadas com prefeituras da RMBH.
O superintendente disse ainda que o Estado está atento ao cumprimento do contrato firmado com as empresas de ônibus e tem trabalhado na revisão do regulamento do serviço metropolitano. Ele ainda lembrou que a privatização do metrô de Belo Horizonte vai viabilizar a expansão da linha 1 até Novo Eldorado e a construção da linha 2 até o Barreiro, o que vai impactar positivamente a mobilidade urbana na RMBH.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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