Política
Empresários do setor de energia solar denunciam concorrência desleal da Cemig

A denúncia de que a Cemig Sim faz concorrência desleal a empreendimentos do setor de energia fotovoltaica do Estado pautou audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quarta-feira (23/8/23).
A reunião foi solicitada pelos deputados Gil Pereira (PSD), presidente da comissão, e Ricardo Campos (PT), para tratar de entraves que a Cemig estaria impondo à ampliação da geração de energia fotovoltaica no Estado. A situação já havia sido abordada em reunião na ALMG em maio.
Os parlamentares foram motivados por relatos de representantes de associações e empreendedores da área. Presentes na reunião desta quarta (23), eles fizeram a denúncia em relação à Cemig Sim, que é uma empresa do Grupo Cemig, criada em 2019 para atuar em geração distribuída, eficiência energética e outras soluções no setor de energia.
O engenheiro eletricista e diretor da Prates Solar, Marco Aurélio Prates, relatou na reunião que sentiu na pele essa concorrência desleal. Ele recebeu uma solicitação de orçamento da Universidade Vale do Rio Doce (Univale), sediada em Governador Valadares, referente a uma usina para atender à demanda da instituição, de 150 mil Kwh/mês.
Para tal, ele disse que foi proposta uma usina de 1,3 kWp. Nesse caso, como contou, é preciso verificar a disponibilidade de rede com a Cemig. “Dez dias depois de entrar com essa demanda, a Cemig Sim foi até a universidade e apresentou condições em que se tornou a única opção para a universidade”, disse.
Marco Aurélio Prates explicou que o projeto tem um custo de R$ 6 milhões e, caso fosse feito com a sua empresa, haveria um valor adicional de R$ 3,3 milhões para melhoria da rede.
Reformulação na Cemig
O diretor regional da Associação Brasileira de Geração Distribuída na Área Mineira da Sudene, Walter Moreira Abreu, também destacou que, enquanto chegam as negativas para novos projetos na área, a Cemig Sim oferece energia solar para construções nos mesmos locais onde projetos de empreendedores foram rejeitados.
Conforme argumentou, pela legislação, a Cemig não poderia ter uma atuação desse tipo. Ele pediu uma reformulação das suas atividades. Walter Moreira acrescentou que a forma com que a Cemig tem gerido as iniciativas voltadas ao setor demonstra que ela se tornou uma concorrente dos empreendimentos da área e não uma propulsora do desenvolvimento.
Vice-Presidente de Geração Distribuída da ABSolar, Bárbara Rubim disse que, desde fevereiro deste ano, há inúmeros relatos de obstáculos a projetos de empreendedores dessa área.
O presidente da Associação do Empreendedor Solar – Movimento Solar Livre, Hewerton Elias Martins, corroborou a fala de Bárbara Rubim. “Os integradores e distribuidores de energia estão sangrando”, afirmou.
Ele também abordou a concorrência desleal aos empreendimentos. “A distribuição deu um jeito de chegar à geração. Isso sem leilão e nem nada. Por outro lado, reprova projetos da área, alegando fluxo reverso”, disse.
Fluxo reverso ou inversão de fluxo ocorre quando a quantidade de energia elétrica injetada, proveniente da geração distribuída, é maior do que a demanda dos consumidores conectados nessa mesma rede, podendo ocasionar sobrecarga, desequilíbrio de tensão e interrupções no fornecimento.
O vice-presidente da Solar Livre, Jomar Britto de Oliveira, também criticou a Cemig Sim. “Sinto uma incapacidade de concorrer com Golias. Essa Cemig Sim traz uma concorrência desleal”, afirmou. Ele afirmou ainda que muitos postos de trabalho estão sendo desmobilizados em função da dificuldade de implementar novos projetos.
Deputados cobram solução
O deputado Ricardo Campos destacou a importância do segmento para a matriz energética do Estado e do País. “Queremos menos burocracia e mais ação por parte da Cemig”, afirmou.
O deputado Celinho Sintrocel (PCdoB) também relatou que tem recebido diversas reclamações por parte de empresários do setor em relação à Cemig. Ele disse que se preocupa com os investimentos que podem deixar de ser feitos em Minas por causa disso e com os empregos que deixam de ser gerados.
Para o deputado Caporezzo (PL), a Cemig deve apresentar uma solução para o problema. Ele sugeriu que seja feito um requerimento para que a empresa demonstre todas as negativas para projetos de empreendedores e o que a Cemig Sim implementou no mesmo período.
O deputado Antonio Carlos Arantes (PL) também se disse preocupado com a situação de empreendedores. “A Cemig precisa repensar isso porque mexe com muitas empresas e com a geração de empregos”, afirmou.
Já o deputado Leleco Pimentel (PT) defendeu que, mesmo com todos os problemas, a Cemig não seja privatizada e disse que sucatear a empresa serve para justificar a desestatização.
Presidente da comissão destaca papel da Cemig
O deputado Gil Pereira destacou o potencial da Cemig em impulsionar o setor em Minas e disse que as cobranças à empresa ocorrem desde 2021 no sentido de ampliar ainda mais os investimentos para a área.
O deputado Bim da Ambulância (Avante), vice-presidente da comissão, reconheceu que há atrasos na liberação, mas que a tarefa é complexa. Ele disse que é preciso buscar uma interlocução com a Cemig.
Representante da Cemig traz esclarecimentos
O representante da Superintendência de Engenharia, Inovação, Planejamento e Gestão de Ativos da Cemig, Alisson Chagas, salientou que 9 milhões de clientes são atendidos hoje pela Cemig, que precisa garantir a tensão adequada e a integridade dos equipamentos.
Ele ainda comentou que a empresa voltou a emitir pareceres sobre novos projetos. “Emitimos 36 mil neste ano, 86% deles sem obras, em conexão direta. Para 17% tinha necessidade de obras e 2,6% desse total caiu na questão de não ter mais capacidade do sistema, com sobrecarga dos transformadores nas subestações”, argumentou.
Por fim, enfatizou que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) publicou nota técnica alegando que não há capacidade remanescente nas áreas Norte e Triângulo mineiro. “Então, também precisamos buscar uma solução conjunta com o governo federal”, disse.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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