Política
Formação de dirigentes de cooperativas é responsável por sucesso do setor

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) relançou, nesta quinta-feira (28/9/23), a Frente Parlamentar do Cooperativismo, como parte dos eventos de comemoração do mês dedicado a esse setor.
O evento se deu em audiência pública requerida pelo 1º-secretário da ALMG, deputado Antonio Carlos Arantes (PL), que debateu o papel exercido pelo cooperativismo no desenvolvimento das cooperativas, dos cooperados e da economia mineira.
O presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas de Minas Gerais (Ocemg), Ronaldo Scucato, comemorou o resultado positivo obtido pelas 781 cooperativas que a entidade representa. E creditou o sucesso ao trabalho constante de treinamento e formação de dirigentes das unidades no Estado.
“Além do trabalho pedagógico interno na Ocemg, temos parceiras como a Fundação Dom Cabral. Desta, os gestores seguem para cursos em universidades em todo o mundo”, destacou. Ele lembrou de formações em universidades em Portugal, Suíça, Dinamarca, Reino Unido, entre outras.
O executivo destacou um dos setores mais representativos do cooperativismo no Estado, o do agronegócio, e pediu “mais respeito” ao segmento. Lembrou de viagem a Bélgica em que o representante da Comunidade Europeia disse ser muito difícil reverter a imagem negativa do agro na Europa. “Por causa de um caso de vaca louca no Pará, disseram que toda nossa carne estava contaminada”, reclamou.
Por fim, criticou o fato de o agronegócio, que tanto contribui para o PIB brasileiro, ter uma participação menor na repartição da riqueza. Baseado em estudo da recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Scucato lamentou que o setor primário da economia só receba 11% da riqueza. Enquanto isso, 22% ficam no setor terciário e 67%, no secundário.
“Essa remuneração para o homem do campo não é justa. Qualquer construção de casa não começa pelo telhado, começa pelo capim”, comparou.
12,8% do PIB mineiro
Por sua vez, Alexandre Gatti, superintendente do Sistema Ocemg, apresentou dados do cooperativismo mineiro. São cerca de 2,8 milhões de cooperados associados a 781 cooperativas, que empregam 54 mil pessoas, gerando exportações de mais de US$ 1,5 bilhão (no Brasil, o total é de US$ 7 bilhões).
Em 2022, as cooperativas do Estado movimentaram R$ 118 bilhões, gerando R$ 3 bilhões em tributos, o que corresponde a 12,8% do PIB mineiro. Com relação ao PIB do agro, as cooperativas respondem por 21,9%. Cerca de 57% da produção do café em Minas provém do segmento, que contribui ainda com quase 20% da produção de leite.
Sede apoiou cooperados de turismo e mineração
Maria Eneila Loiola, diretora de Promoção aos Pequenos Negócios e Empreendedorismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), afirmou que, atualmente, o cooperativismo está distribuído nos seguintes ramos: agropecuário; crédito; infraestrutura; saúde; trabalho; produção de bens e serviços; transporte; e consumo.
Entre as ações da Sede para o segmento, ela citou uma campanha realizada para levar o microcrédito ao setor de turismo, muito prejudicado pela pandemia de covid-19. “Atuamos em todos os 44 circuitos turísticos mineiros e conseguimos um ganho de 34% na melhoria do acesso ao microcrédito”, comemorou.
Também lembrou do trabalho com cooperativas do setor mineral. Depois de formar grupo de trabalho com universidades, órgãos federais e estaduais e outras entidades, obteve-se um diagnóstico do ramo. Com ele em mãos, a Sede e a Ocemg puderam direcionar de forma mais assertiva sua atuação junto às cooperativas do setor mineral.
Já Caio Coimbra, subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), defendeu a atuação da pasta em prol das pequenas cooperativas: “Temos tentado ajudá-las, oferecendo capacitação e acesso ao crédito, para que a elas se estruturem e cresçam”.
Parlamentares destacam gargalos do setor rural
O deputado Antonio Carlos Arantes comemorou os números favoráveis do cooperativismo mineiro. “Temos cerca de 800 cooperativas no guarda-chuva da Ocemg, muito resistentes e consistentes, porque sabem que podem confiar na entidade”, elogiou ele, valorizando o grande volume do PIB estadual gerado pelas cooperativas.
A 1ª vice-presidenta da ALMG, deputada Leninha (PT), posicionou-se ao lado das pequenas cooperativas, mesmo reconhecendo o valor das grandes e médias. “É uma forma de organização da produção na qual eu acredito, que acho justa”, disse ela, defendendo mudanças legislativas que reduzam a tributação sobre o setor como um todo.
Dificuldades no agro
O deputado Adriano Alvarenga (PP), produtor de leite e cooperado, afirmou que esse ramo passa por dificuldades, especialmente por falta de mão de obra e infraestrutura. “Nada melhor que as cooperativas investirem em tecnologia e transmissão de conhecimento aos cooperados para mudar esse quadro”, propôs.
Também Maria Clara Marra (PSDB) focou sua fala nos gargalos enfrentados pelo produtor rural. Cafeicultora em Patrocínio (Alto Paranaíba), reclamou que o maior problema tem sido o escoamento da produção, devido à má qualidade das estradas estaduais.
“Temos produtos de qualidade, mas falhamos para escoá-los”, apontou ela, ressaltando ainda a falta de mão de obra como outro dificultador.
O deputado Bosco (Cidadania) afirmou que o agronegócio brasileiro é pujante e salvou a economia do País na pandemia. Escolhido para coordenar esse setor na frente parlamentar, ele anunciou que uma das bandeiras será combater a concorrência desleal do leite importado da Argentina e outros países.
“Não podemos ver nossos produtores praticamente pagarem para produzir seu leite”, condenou.
Empregos e renda
Já o deputado Gil Pereira (PSD) valorizou o cooperatismo como forma de geração de oportunidades, empregos e renda para o Estado e o Brasil. Ele abordou a contribuição da energia fotovoltaica para fortalecer a atividade rural. “São cerca de 7 gigawatts de energia gerada, quase meia Itaipu, criando 186 mil empregos”, frisou.
Nomeada secretária-geral da frente parlamentar, a deputada Ana Paula Siqueira (Rede) declarou ter o compromisso com o desenvolvimento social e econômico do Estado. “Defendo modelos sustentáveis para que possamos gerar empregos e renda”, insistiu.
Vice-presidente da frente, o deputado Professor Wendel Mesquita (Solidariedade) elogiou a participação dos parlamentares e convidados nessa instância. E valorizou Belo Horizonte por ser “uma das poucas capitais brasileiras com legislaçao avançada para o cooperativismo”.
Por fim, o deputado Roberto Andrade (Patriota), presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, comemorou o relançamento da frente como forma de valorizar o cooperativismo.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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