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Governo Federal vai lançar nova versão da Rede Cegonha

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O governo federal deverá lançar, nas próximas semanas, nova versão do projeto Rede Cegonha, criado em 2011 e descontinuado em 2022, sendo substituído pela Rede de Atenção Materno Infantil (RAMI). O anúncio foi feito pela superintendente Estadual do Ministério da Saúde (MS) em Minas Gerais (SEMS/MG), Maflávia Aparecida Luiz Ferreira, nesta terça-feira (9/4/24), durante audiência pública da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

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O objetivo, de acordo com a técnica do MS é ampliar o atendimento e o cuidado para mulheres gestantes, bebês, puérperas e crianças de até 2 anos, desde o pré-natal. A rede propõe atendimento humanizado durante a gravidez, no parto e no puerpério (pós-parto) e o acompanhamento do desenvolvimento da criança.

A audiência pública teve por finalidade debater a violência obstétrica e a importância do desenvolvimento de técnicas humanizadas de atendimento às mães e aos bebês. Maflávia Ferreira lembrou que ainda não existe no Brasil legislação sobre essa violência específica, mas há normas sobre práticas que possam evitar os abusos sofridos pelas mulheres, que precisam ser aplicadas.

Em sua opinião é necessário uma atuação conjunta entre União, Estados e municípios para alterar as práticas ainda existentes e assegurar um nascimento mais seguro.

Como reforçado pelos participantes da audiência, a violência obstétrica se configura por ações desrespeitosas, humilhantes e de desconsideração da vontade da mulher durante a gestação, o parto ou o pós-parto como, por exemplo, toques e exames desnecessários, uso de medicamentos como a ocitocina para acelerar o nascimento ou a utilização da cirurgia quando não indicada. A separação da mãe e do bebê logo após o parto ou a negação de acompanhante para a gestante são outras práticas também apresentadas durante a reunião.

Desinformação da mulher contribui para a violência

Muitas mulheres não sabem que foram vítimas de violência obstétrica, como observa a diretora executiva do Hospital Sofia Feldman, Tatiana Coelho Lopes. A instituição filantrópica, que faz atendimento apenas pelo SUS, é referência em partos humanizados. O fato é que muitas práticas sem embasamento científico, ainda são usadas por profissionais de saúde como, por exemplo, a episiotomia, que é um corte realizado entre a vagina e o ânus, para facilitar a saída do bebê.

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A escolha pela cesariana sem critério também foi duramente criticada. A deputada Ana Paula Siqueira (Rede) lembrou que a Organização Mundial de Saúde indica a cirurgia para cerca de 15% dos partos. Em Minas Gerais, em 2022, de acordo com a deputada, 58,3% dos partos foram por cesáreas.

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Maflávia Ferreira advertiu para a necessidade de ampliar o atendimento às gestantes, como ferramenta de também reduzir os índices de mortalidade materna. Segundo ela, dados do Ministério da Saúde apontam que em 2022 foi baixo o índice de mulheres que fizeram ao menos seis consultas pré-natais: 35% no primeiro quadrimestre; 37% no segundo e 38% no último. No primeiro quadrimestre de 2023, com a ampliação de ações de saúde da família e de atenção primária, a média subiu para 46%. “É preciso crescer mais”.

Coordenadora do Projeto Sentidos do Nascer, a médica pediátrica Sônia Lansky afirmou que a violência obstétrica é um problema de saúde pública, que provoca o adoecimento físico e mental das vítimas. Ela sugere que prática passe a ser obrigatoriamente notificada, como já acontece com outros tipos de violência contra a mulher.

Na opinião da especialista, é preciso alterar o atual modelo praticado, que beneficia as práticas abusivas. “Todo o processo deve priorizar o parto normal. Temos leis e protocolos que já apoiam a reorganização do sistema. É preciso cumprir a legislação vigente”, defendeu.

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Dentre as mudanças propostas por ela, o parto deveria ser acompanhado por enfermeiros obstétricos, como já ocorre em muitos países, acionando o médico apenas em casos de alterações ao processo natural. Ela também defende que a gestante escolha por quem e quantos acompanhantes deseja, incluindo até animais domésticos, se for o caso. A médica também exalta o acompanhamento por doulas, que podem evitar as práticas abusivas além de oferecer suporte afetivo e emocional à mulher. “É nossa obrigação oferecer serviços e práticas para que a mulher e o bebê tenha experiência do bom parto”.

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Falta de recursos

Durante a audiência pública, a deputada Bella Gonçalves (Psol) reclamou da precarização e do desfinanciamento do Hospital Sofia Feldman imposto pelo governo Estadual. Ana Paula Siqueira complementou que a instituição não recebe repasses da ordem de R$ 1 milhão do Executivo há seis meses. A diretora executiva, Tatiana Lopes, disse que, pela ausência dos recursos, o hospital tem dinheiro garantido para pagar os salários dos trabalhadores até o mês que vem.

O Sofia Feldman tem 1.356 trabalhadores, 85% dos quais mulheres. Oferece 290 leitos, sendo 110 para recém-nascidos de alto risco. Dos partos realizados, 93% são normais assistidos por enfermeiras obstétricas e 39,8% dos atendimentos em gestação de alto risco.

Sobre a suspensão dos recursos, a diretora de Gestão da Integridade do Cuidado da Secretaria de Estado de Saúde, Lirica Salluz Mattos Pereira explicou que a verba repassado pelo Executivo no ano passado foi um recurso extra que não tinha previsão de continuidade. Segundo ela, a secretaria já solicitou ao Ministério da Saúde o repasse de verbas para a instituição.

Ela relatou algumas ações do Estado com vistas a reduzir a violência obstétrica em Minas e reduzir os índices de mortalidade materna. Dentre as medidas, exaltou o Projeto Aurora, que realiza aconselhamento reprodutivo para as mulheres, assistência pré-natal e qualificação a profissionais de atenção primária nas unidades básicas de saúde.

Também citou o programa Valora Minas, que destina recursos a 142 instituições de atendimento a gestantes, como centros de parto normal, casas de acolhimentos e bancos de leite.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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