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Internet oferece riscos para crianças e adolescentes

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Sexting, oversharing, cyberbullying com deep fakes: essas expressões pouco usuais podem ser desconhecidas da maioria das pessoas, mas deveriam merecer a atenção de pais de crianças e de adolescentes. O alerta foi feito nesta quinta-feira (16/5/24) pela representante do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDF), Patrícia Corrêa Sanches, em reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A reunião foi convocada a pedido da deputada Ana Paula Siqueira (Rede) e do deputado Doutor Jean Freire (PT), para lembrar o Dia de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Essa data (18 de maio) integra o calendário do Maio Laranja, que tem diversas iniciativas de conscientização sobre esse problema.

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A representante do IBDF defendeu que os pais devem ficar atentos a situações que podem levar a abusos sexuais cometidos por pessoas estranhas, mas que podem estar a um clique de distância de seus filhos menores de idade, graças à facilidade de interação por meio de celulares, jogos online e aplicativos de troca de mensagens.

Patrícia Corrêa Sanches chamou atenção para o chamado sexting, que consiste na troca de fotos sensuais entre casais de namorados adolescentes, por exemplo. Ela alertou que essas imagens podem vazar e expor a intimidade dos menores de idade na internet.

As redes sociais também podem facilitar o aliciamento e o abuso sexual de crianças e adolescentes. Por isso, os pais devem ficar atentos à utilização dessas plataformas.

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Outra ameaça seria o cyberbulling, que consiste em intimidações no ambiente virtual. Segundo a representante do IBDF, já há casos de montagens de fotos de adolescentes nuas com ferramentas de inteligência artificial, as chamadas deep fakes, que acabaram compartilhadas na internet com o objetivo de constranger as meninas.

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Ela ainda alertou para o risco de compartilhamento de fotos de meninos e meninas pelos próprios pais em redes sociais, o que pode atrair a atenção de aliciadores e estupradores. “Não coloquem fotos de crianças e adolescentes na internet”, defendeu.

Maior parte dos crimes sexuais acontece dentro de casa

Apesar dos riscos oferecidos pelo ambiente digital, a maior parte dos abusos sexuais cometidos de crianças e adolescentes acontece dentro de casa. Segundo a defensora pública Samantha Vilarinho Mello Alves, 68,3% dos casos de abuso de menores se dão no próprio lar e 86,1% dos crimes são perpetrados por pessoas conhecidas.

Outros números apresentados pela defensora pública dão uma dimensão do tamanho do desafio a ser enfrentado. Em 2023, o Brasil teve um número recorde de estupros: foram quase 75 mil casos, o que representou um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. Desse total, 61,4% das vítimas tinham menos de 13 anos de idade.

A situação pode ser ainda pior, uma vez que boa parte dos abusos não são denunciados à polícia. Para mudar essa realidade, a Secretaria de Estado de Defesa Social e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente promovem a campanha “Fique atento aos sinais”. Já a Prefeitura de Belo Horizonte organizou a campanha “Faça bonito”, além de uma série de atividades de mobilização ao longo do Maio Laranja.

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Para encaminhar denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, qualquer cidadão pode ligar para o Disque 100 ou para o 190 da Polícia Militar, que funcionam 24 horas por dia, inclusive nos finais de semana e feriados. Qualquer pessoa também pode procurar os conselhos tutelares e as delegacias da Polícia Civil para denunciar situações de abuso.

Crescimento de abusos preocupa parlamentares

A deputada Ana Paula Siqueira demonstrou sua indignação com o crescimento da violência sexual contra crianças e adolescentes. “Esta é uma violação de direitos muito cruel, porque machuca o corpo, mas sobretudo o emocional. É muito importante quebrar o tabu e falar desse assunto, romper o silêncio e somar esforços para protegermos nossas crianças e adolescentes”, afirmou a parlamentar.

Já a deputada Lohanna (PV) lamentou as falhas do poder público que possibilitam o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Ela citou como agravantes a retirada do ensino de gênero e sexualidade do Plano Nacional de Educação, a falta de estrutura da Polícia Civil para investigar esses crimes e a escassez de recursos estaduais para a assistência social. “O governador Romeu Zema demonstra uma falha muito grande quando esses números não param de aumentar”, disse.

Por sua vez, o deputado Doutor Jean Freire defendeu o fortalecimento dos conselhos tutelares para fazer frente ao abuso sexual de crianças e adolescentes.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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