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Motoboys rejeitam regulamentação da atividade

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Representantes de motociclistas que trabalham por aplicativo rechaçaram, nesta quarta-feira (3/4/24), qualquer possibilidade de regulamentação da atividade, nos moldes do que está sendo proposto pela União para os motoristas de carros por aplicativos. Para eles, a proposta pode trazer prejuízos, como o limite de horas trabalhadas e mais impostos.

Os motoboys também acusam o governo federal de mirar apenas a arrecadação e de querer impor a presença de um sindicato entre eles. O debate ocorreu durante audiência da Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a requerimento do deputado Carlos Henrique (Republicanos).

O mote da discussão é o Projeto de Lei Complementar Federal (PLP) 12/24, do governo federal, que muda as relações de trabalho dos motoristas de carro por aplicativo. Mas os motoboys temem algo semelhante. “Isso vai respingar na gente. Se for para regulamentar, temos que ser ouvidos”, defendeu Ederson Júnio de Carvalho, conselheiro de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte.

“Não queremos nada parecido com isso. O governo já arrecada com nosso trabalho, com os impostos que pagamos. E ainda lidamos com más condições das vias”, completou o motoboy Daniel Oliveira Baeta Neves. Muitos disseram não se sentir representados pelo sindicato, sem deixar claro a quel sindicato se referiam. Fora da audiência, disseram se tratar do sindicato dos motociclistas de Belo Horizonte.

Leonardo Dias, também crítico da regulamentação, avalia que o PL 12/24 não traz nenhum benefício, como 13º salário ou férias. “Se é pra ajudar, o governo deveria isentar de IPVA as motos de até 250 cilindradas, que são usadas prioritariamente para o trabalho. Ou reduzir o imposto do combustível”, exemplifica. Ele afirmou receber por quilômetro, e não por hora, como estaria previsto no projeto.

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Muitos participantes enfatizaram que optaram pelo trabalho por aplicativo para garantir uma renda maior e ter mais autonomia quanto ao esquema de trabalho. “A nossa essência é o trabalho para cumprir metas. Posso fazer no domingo, se eu quiser”, afirmou Paulo César. “Quero o direito de ser livre, de ser autônomo”, completou Patrick Portela.

Quanto às garantias de seguridade social, eles afirmam que trabalham no modelo de Microempreendedor Individual (MEI) e já têm benefícios como aposentadoria.

Parlamentares criticam imposição da medida

O deputado Carlos Henrique avalia que a proposta do governo federal não atende aos motoboys. Para ele, dentro de um regime liberal da economia, os próprios trabalhadores sabem o que é melhor para eles e o modelo contratual mais adequado. “O governo não pode chamar os donos de aplicativos e impor aos trabalhadores, goela abaixo, essa regulamentação”, afirmou.

O parlamentar enfatizou a importância do trabalho dos motoboys para toda a economia e defendeu a ampliação do debate por meio de frente parlamentar sobre o tema criada por ele. Carlos Henrique ainda tratou das condições que os motoboys enfrentam, como os perigos do trânsito, o estresse e as muitas horas de trabalho. “A proposta do governo é para arrecadar e impor um modelo de sindicato para reforçar o posicionamento ideológico”, criticou.

Eduardo Azevedo (PL) também criticou a interferência no transporte por motos. “O governo percebeu que a economia começou a ficar aquecida nesse nicho de negócio e quer uma fatia do bolo. Mas tem que ouvir a categoria”, afirmou. Ele também citou que o estado de Alagoas tem isenção de IPVA para motoristas de aplicativo e que ele já apresentou projeto semelhante para Minas Gerais.

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Por outro lado, o presidente da comissão, deputado Cristiano Silveira (PT), relativizou a liberdade total do mercado. “Quando fica difícil para a empresa, a primeira porta que ela bate é a do governo”, ponderou.

Ministério não prevê regulamentação para motos

O transporte sobre duas rodas não está sendo regulamentado e não há perspectiva de que seja”. A afirmação foi feita por Carlos Calazans, superintendente Regional do Trabalho em Minas Gerais, que participa das negociações sobre as regras para carros. Segundo ele, o motivo é que as empresas de aplicativo são contra, porque exploram ao máximo os trabalhadores.

Sobre as motivações da regulamentação dos veículos, ele destacou que somente uma empresa estrangeira de aplicativo tem mais de 1,4 milhão de empregados, sem nenhuma regra e sem pagar nada. Enquanto isso, o governo gastou R$ 80 bilhões em 2023 com previdência, indenização e hospitais para acidentados. Segundo ele, foram 770 mil acidentes de trabalho, sendo 180 mil com motos.

Cristiano Silveira propôs que Calazans receba representantes da categoria na Superintendência do Trabalho para esclarecer pontos da regulamentação de carros que estão gerando apreensão entre os motoboys. Ele julgou importante que todos se informem para que se construa uma boa proposta que atenda aos trabalhadores. “Para mim, essa audiência foi uma aula e acho que é necessário construir saídas”, concluiu.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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