Política
Profissionais da Uemg e Unimontes denunciam baixa valorização e renúncia de direitos

Professoras e servidoras dos quadros administrativos da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) abrem mão do direito à licença-maternidade para não perder suas gratificações e, assim, conseguir arcar com suas contas.
Relatos impactantes como este ilustram a frustração dos profissionais de ambas as instituições, debatida em audiência da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quarta-feira (24/5/23).
Além de valorização salarial e da incorporação das gratificações, as principais demandas são a revisão do plano de carreira, a concessão de dedicação exclusiva ao corpo docente e a nomeação de aprovados em concurso público.
Presidenta da Comissão de Educação, a deputada Beatriz Cerqueira (PT) apresentou, estupefata, a tabela de vencimentos nas universidades estaduais: o salário-base dos técnicos é de R$ 866, para jornada de 30 horas semanais, e de R$ 1.155, para 40 horas semanais (nos dois casos, abaixo do salário mínimo de R$ 1.320). Professores com jornada semanal de 20 horas e ao menos pós-graduação recebem R$ 974, valor que chega a R$ 1.949, para jornada de 40 horas.
Os salários são complementados por duas gratificações, que representam parte importante da remuneração. O problema é que esses adicionais não são pagos quando o profissional se aposenta ou não comparece ao trabalho, seja por doença, férias ou até mesmo licença-maternidade. “É inacreditável”, comentou Beatriz Cerqueira.
Daí a demanda pela sua incorporação ao salário, uma forma de ao menos fazer frente à defasagem das remunerações em relação à inflação, de 67%, segundo Túlio César Lopes, presidente da Associação dos Docentes da Uemg. Ainda de acordo com ele, os salários dos docentes na instituição são os piores do Brasil nas universidades públicas.
O representante dos professores foi mais um a cobrar a concessão de dedicação exclusiva, que se reflete não só no comprometimento com as universidades, como também em um acréscimo de remuneração. A prática é comum na grande maioria das universidades públicas, explicou.
Túlio César ainda informou que cem professores aprovados no último concurso trabalham atualmente como contratados, enquanto aguardam nomeação para a mesma função.
Segundo Daniel Braga, docente da unidade de Ibirité (RMBH) da Uemg, o percentual de professores contratados na universidade, de 62%, é muito maior do que a média das demais instituições estaduais no País, de 23%.
Atuam hoje 279 professores contratados na Unimontes, pontuou Ildenilson Barbosa, presidente da associação dos docentes da universidade. Sobre a incorporação das gratificações, ele destacou que o impacto financeiro é praticamente nulo, não chegando a 0,1% do orçamento das universidades estaduais.
Servidores administrativos
A situação dos técnicos, que exercem atividades administrativas, é ainda pior, conforme relatou Sidnéia Mainete, vice-presidente da Comissão Permanente de Gestão dos Serviços Técnicos Administrativos da Uemg.
Ela informou que a ajuda de custo é maior do que o salário básico, o que faz com que os servidores fiquem apreensivos ao tirar férias, por exemplo, porque precisam muito desse dinheiro.
Sidnéia pediu ao menos a equiparação dos salários com os das carreiras da educação básica. A diferença seria de 46%, em relação às carreiras de técnicos, e de 35%, se comparadas às de nível superior, segundo ela.
Outra equiparação solicitada pela convidada foi a de promoção por escolaridade, de acordo com o nível correspondente à titulação do servidor, como já é garantido ao professor de ensino superior.
Estado estaria engessado pela Lei de Responsabilidade Fiscal
Os representantes do Governo do Estado, Helga Beatriz Almeida, assessora da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), e Fernando Antônio Pinheiro Júnior, assessor da Secretaria de Educação, argumentaram que as vedações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal impedem o atendimento da maioria das demandas dos professores e dos técnicos.
A norma define como limite máximo para despesas com pessoal 60% da receita corrente líquida do Estado, sendo que as despesas com pessoal do Executivo não podem ultrapassar 49% desse limite, situação não respeitada por Minas neste momento.
Fernando Antônio ponderou que o governo tem feito o que é possível, como aproveitar as exceções estabelecidas para a área de educação para homologar e nomear mais de 500 servidores aprovados no último concurso da Uemg.
A nomeação de aprovados para concurso no campus de Passos (Sul de Minas), suspensa, aguarda estudos de viabilidade da Seplag, que apontou impacto orçamentário, também em desacordo com a LRF.
A lei federal ainda impede alterações nas carreiras para a incorporação das gratificações e a concessão de dedicação exclusiva, ponderou o assessor.
Para deputados, falta boa vontade do governo
Os argumentos dos representantes do governo não convenceram as deputadas Beatriz Cerqueira, Macaé Evaristo (PT), Lohanna (PV) e Bella Gonçalves (Psol) e os deputados Professor Cleiton (PV) e Betão (PT).
Eles classificaram o cenário da educação em Minas como terra arrasada, ao questionar as prioridades do governo. “Por que a Lei de Responsabilidade Fiscal só vale para algumas categorias?”, indagou Professor Cleiton.
Macaé Evaristo afirmou que, para além da responsabilidade fiscal, é preciso se atentar à responsabilidade educacional e social. Ela lembrou que a Constituição Federal garante a todos o direito à educação.
Líder do bloco governista, o deputado Cássio Soares (PSD) se solidarizou com os participantes da audiência, se colocando à disposição para fazer a interlocução com o Executivo. Ele também relatou que a secretária de Planejamento, Luísa Barreto, fez o compromisso de autorizar tantos concursos quanto forem necessários para a substituição de funcionários contratados por servidores efetivos nas universidades estaduais.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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