Política
Profissionais de saúde criticam notificação compulsória de uso de drogas

A proposta que institui a notificação, pelos hospitais, do uso de drogas por crianças e adolescentes foi criticada pelos participantes da audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quinta-feira (29/2/24). Profissionais de saúde e lideranças de movimentos sociais consideraram a proposta punitivista e discriminatória.
Essa medida está contida no Projeto de Lei (PL) 294/15, do deputado Arlen Santiago (Avante). A proposição obriga as unidades de saúde a notificarem aos conselhos tutelares e ao Ministério Público as ocorrências de uso de álcool e drogas por crianças e adolescentes que procurarem atendimento médico.
Os estabelecimentos que descumprirem esse comando estarão sujeitos a advertência e multa de 100 Ufemgs (o equivalente a R$ 527,97). O projeto já foi aprovado em 1º turno no Plenário e aguarda parecer de 2º turno da Comissão de Saúde.
Para a deputada Bella Gonçalves (Psol), que solicitou a realização do debate, a notificação compulsória seria uma grave violação dos direitos humanos de crianças e adolescentes. “O projeto tem uma perspectiva punitivista. O abuso de álcool e drogas é um problema que precisa ser encarado sob uma perspectiva de cuidado”, defendeu.
Os profissionais de saúde consideram que a proposta pode comprometer a relação de confiança com seus pacientes crianças e adolescentes, baseada no acolhimento, na escuta e na confidencialidade dos atendimentos.
Para a médica Ana Marta Lobosque de Oliveira, a notificação compulsória iria de encontro aos princípios éticos da profissão. “Fico chocada com a violência ética que é delatar um paciente que me procura em confiança. É inadmissível que um médico faça isso”, afirmou.
Ela ainda alertou que, ao adotar uma medida universal, o PL 294/15 desconsidera as particularidades de cada paciente. “O menino que tomou um porrezinho em uma festa não tem a mesma gravidade de outro que usou uma grande quantidade de drogas”, ressaltou.
Já o coordenador de Atenção à Criança e ao Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Fernando Libânio Coutinho, avaliou que o projeto pode prejudicar especialmente os adolescentes pobres, negros e periféricos, que estarão mais sujeitos à aplicação de medidas punitivas devido ao consumo de drogas. Ele defendeu a elaboração de uma política nacional de atenção integral à saúde de crianças e adolescentes.
Por comprometer a formação de um vínculo de confiança, a notificação compulsória poderá afastar crianças e adolescentes dos cuidados oferecidos pelos serviços de saúde. Esta também é a opinião da gerente do Centro de Referência em Saúde Mental Infanto-Juvenil (Cersami Nordeste-BH), Ana Cristina Torga Andrade.
Ao final da reunião, a deputada Bella Gonçalves prometeu negociar com o deputado Arlen Santiago o arquivamento do PL 294/15. Se isso não for possível, ela vai solicitar que o projeto seja analisado pelas Comissões de Direitos Humanos e do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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