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Projeto de enfrentamento à violência política contra a mulher já pode ser votado pelo Plenário em 2º turno

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Após uma negociação que durou toda a tarde e parte da noite desta quarta-feira (30/8/23), a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou parecer de 2º turno sobre o Projeto de Lei (PL) 2.309/20, que cria o Programa de Enfrentamento ao Assédio e Violência Política contra a Mulher. Com a aprovação de uma emenda apresentada pelo deputado Bruno Engler (PL), a proposição acabou por ter dois relatores.

A deputada Macaé Evaristo (PT), primeira relatora designada, apresentou o substitutivo nº 1 ao vencido (texto aprovado em 1º turno com alterações em relação ao original) e opinou pela rejeição da emenda. Foi então designado novo relator o deputado  Gustavo Santana (PL) para incluir a redação da emenda ao novo texto, que será submetido à análise definitiva do Plenário.

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A emenda gerou polêmica entre mulheres membros da comissão, mas foi aprovada com os votos do novo relator, do autor e também do deputado Coronel Sandro (PL). Votaram contra a mudança, a autora do substitutivo e a presidenta da comissão, Ana Paula Siqueira (Rede). O parecer de Macaé Evaristo foi aprovado por todos os parlamentares que votaram na reunião.

Substitutivo incluiu sugestões da negociação

O substitutivo nº 1 acatou, segundo a relatora, sugestões dos deputados que participaram da longa negociação. Pela manhã, na aprovação do projeto em 1º turno no Plenário, uma emenda que tentava alterar o artigo 3º do texto gerou muitas controvérsias e foi rejeitada.

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O novo texto apresentado de 2º turno retirou os incisivos II, VIII, IV e X desse dispositivo, que relaciona ações de violência política contra a mulher. São eles:

  • depreciar candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato eletivo por sua condição de mulher;
  • realizar atos que prejudiquem a campanha eleitoral de candidata, impedindo que a competição eleitoral transcorra em condições de igualdade;
  • impedir, por qualquer meio, mulheres eleitas de exercerem suas prerrogativas parlamentares em igualdade de condições com os homens ou procurar restringir o uso da palavra em conformidade com os regulamentos estabelecidos, em razão de sua condição de mulher;
  • impor à mulher, por estereótipo de gênero, interseccionado ou não com raça, cor, etnia, classe social, orientação sexual ou religiosidade, a realização de atividades e tarefas não relacionadas com as atribuições de seu cargo.

A relatora também acrescentou parágrafo único ao mesmo artigo. O dispositivo explicita que não configuram violência política contra a mulher a crítica, o debate e o posicionamento contrário a ideia ou proposição legislativa apresentada.

Deputadas se posicionam contra nova emenda

A emenda apresentada e aprovada modifica o inciso III do artigo 4º, que trata dos objetivos da política. Retira do texto aprovado em 1º turno termos que caracterizam aspectos de diversidade que deveriam ser considerado no combate à discriminação que tenha por finalidade ou resultado impedir ou prejudicar o exercício dos direitos políticos da mulher. O texto aprovado relacionava os aspectos relativos a raça, cor, etnia, classe social, orientação sexual e religiosidade.

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Para deputadas que participaram da discussão e votação da matéria, a exclusão dos termos desconsidera a diversidade do universo feminino. As deputadas Bella Gonçalves (Psol) e Beatriz Cerqueira (PT), que não tiveram direito ao voto, ressaltaram que a violência contra a mulher apresenta recortes específicos. Mulheres são agredidas não apenas pelo gênero, mas também em função da ração, da idade da orientação sexual e outros aspectos

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Em protesto, as duas participaram, simbolicamente da votação, levantando-se para registrar oposição à aprovação.

Ana Paula Siqueira lembrou que ela mesma sofreu ataques não apenas por ser mulher mas, também, por ser negra. “Sofri ameaça de morte e racismo”.

O autor da emenda defendeu que o novo texto simplificava a redação e criticou a esquerda por, segundo ele, sempre tentar levantar questões de gênero. Coronel Sandro exaltou a negociação do novo texto, alegando que pela primeira vez um projeto ideológico conseguiu consenso entre parlamentares de visões diferentes.

Em que pese as diferenças de opiniões, o projeto foi considerado, por unanimidade, um avanço da ALMG em relação às questões de violência política sofrida por mulheres.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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