Política
Relatório comprova tentativa de golpe, diz senadora da CPMI do 8 de janeiro

“Havia no Brasil um complô para repetir o golpe de 1964.” A frase foi usada pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA) para sintetizar o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos de 8 de Janeiro de 2023, instaurada no Congresso Nacional. O documento foi entregue nesta sexta-feira (10/11/23) à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), durante audiência.
De acordo com a senadora, que foi relatora da CPMI, o movimento visando o golpe começou logo após as eleições e a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela citou fatos como a tentativa de invasão do hotel onde o então presidente eleito Lula estava hospedado e a instalação de bomba em caminhão de combustível. “Foi um movimento financiado pela direita”, acrescentou.
Para a parlamentar, se o movimento tivesse recebido apoio popular e das instituições, teria implantado o golpe. Sobre a invasão dos poderes, em 8 de janeiro, Eliziane Gama afirmou que o cenário foi de guerra, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões, o que levou, inclusive, a Advocacia-Geral da União (AGU) a pedir responsabilidade civil de indiciados para ressarcimento dos valores.
No total, 61 pessoas foram indiciadas no relatório, entre as quais o ex-presidente Jair Bolsonaro, cinco ministros do seu governo, ex-auxiliares diretos, integrantes das Forças Armadas e policiais militares, além da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). O documento já foi enviado a outras instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF), que o incorporou a outros inquéritos em andamento, segundo Eliziane Gama.
A senadora também lembrou que a sugestão de criação da comissão partiu da direita, com a narrativa de autogolpe do governo eleito para incriminar Bolsonaro. “Ao investigar e quebrar sigilos, descobrimos joias, carteira de vacinas adulterada, coisas que nem estavam no foco da CPMI”, destacou. E a partir daí, segundo ela, começaram os ataques aos integrantes da CPMI.
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), também membro da CPMI, destacou alguns depoimentos colhidos, como o do hacker a quem a deputada Carla Zambelli e o próprio Bolsonaro teriam pedido a “criação de uma fraude” na urna eletrônica. “Havia um núcleo duro e pensante do golpe, chefiado por Bolsonaro”, afirmou. Ele lembrou que o relatório final foi aprovado no Congresso e se tornou um tiro no pé do movimento golpista.
Na opinião dos dois parlamentares federais, o relatório pode servir para aprimorar as legislações e ampliar a proteção à democracia. Por isso, eles estão levando o documento também às assembleias legislativas estaduais.
Deputados estaduais pedem punição aos envolvidos
Parlamentares da ALMG presentes à audiência destacaram a importância do documento e pediram a punição aos envolvidos. “Não pode haver anistia”, afirmou Betão (PT), para quem a tentativa de golpe começou ainda no governo do ex-presidente Michel Temer. “A democracia não pode ser relativizada. É inegociável”, completou Beatriz Cerqueira (PT). Para ela, o relatório também é importante para a memória do País.
Leninha (PT), 1ª vice-presidente da ALMG, também pediu punição adequada para os que participaram dos atos antidemocráticos e destacou a violência política e a tentativa de desqualificação contra a senadora Eliziane Gama durante os trabalhos da CPMI. “A defesa da democracia se materializa nesse relatório, escrito pelas mãos de uma mulher”, afirmou também Andréia de Jesus (PT), que presidiu a audiência.
Já Bella Gonçalves (Psol) destacou o que chamou de um “braço” do relatório, que aborda as milícias digitais. “Precisamos avançar no marco regulatório da internet. Essas milícias estão envolvidas com ataques a escolas, pedofilia e violência política contra as mulheres”, listou. Para ela, o relatório é uma peça de “verdade, memória e justiça”.
“O relatório é um alento para todos nós que sofremos por tanto tempo o ataque à democracia”, afirmou, ainda, a deputada Macaé Evaristo (PT). Para ela, o 8 de janeiro foi como a “cereja do bolo” de tantos ataques à educação, aos professores e à saúde vividos nos últimos anos. Para o vereador de Belo Horizonte Bruno Pedralva (PT), o relatório “põe a limpo a história”.
Contraponto
O contraponto foi feito pelo deputado Bruno Engler (PL) para quem o relatório final da CPMI é uma “palhaçada” e um “lixo”, Ele justificou que o documento não aponta a “conivência e a prevaricação” do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Gonçalves Dias.
Além disso, segundo o deputado, a CPMI não teria exigido do ministro Flávio Dino e do presidente Lula imagens do Ministério da Justiça e do Planalto. O público ouviu de costas o pronunciamento de Bruno Engler.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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