Política
Teófilo Otoni apresenta metodologia de enfrentamento à violência contra a mulheres

A importância da rede de proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres foi o tema do terceiro encontro regional do Sempre Vivas 2024, realizado nesta sexta-feira (22/3/24), em Teófilo Otoni (Jequitinhonha/Mucuri). Durante o evento, foi apresentado o fluxograma de atendimento às vítimas na cidade, que conta com um inédito sistema de dados, inseridos pelas instituições de saúde que recebem as mulheres que sofrem violência doméstica.
O Sempre Vivas é uma iniciativa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizada todos os anos, por meio da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Nesta edição de 2004, além dos eventos ocorridos na Capital, a programação inclui quatro encontros no interior. Já foram realizados em Divinópolis (Centro-Oeste) e em Poços de Caldas (Sul), respectivamente em 15 e 18 de março. O último será em Diamantina (Região Central), na próxima segunda-feira (25).
No encontro de Teófilo Otoni, a orientadora Ingrid de Aguilar Lemes, do serviço de atendimento às vítimas da Casa da Mulher Maria Nunes Guimarães, explicou que os casos de violência doméstica recebidos pelos serviços de saúde são inseridos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), instrumento utilizado na discussão e execução de políticas de enfrentamento.
A política de combate à violência contra a mulher, na cidade, é coordenada por uma também pioneira Comissão Municipal de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Comev), composta por membros do Poder Executivo municipal e estadual, do Legislativo local, de órgãos do sistema de Justiça, das polícias militar e civil, de instituições de atendimento psicossocial, além do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim) e da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
É responsabilidade da Comev a articulação de ações da política, com a identificação, acolhimento e atendimento às mulheres. Todo o serviço é executado por uma rede de proteção, envolvendo as instituições da comissão, como unidades de saúde, Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Crea), Conselho Tutelar, Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH), Defensoria Pública, Ministério Público, Tribunal de Justiça, entre outros, que atuam de forma integrada.
São duas frentes de ação. Em casos de urgência de violência doméstica, é acionada a Polícia Militar, que encaminha vítima e agressor à Delegacia da Mulher. Nesse primeiro acolhimento, a vítima é orientada a procurar Casa da Mulher, onde é encaminhada à rede de serviços de proteção e recebe instruções gerais, bem como atendimento psicológico, social e jurídico.
O agressor é conduzido à 2ª Vara Criminal, onde é lavrado o flagrante, realizada a audiência de custódia, definidas medidas protetivas e penais. Cabe, ainda, ao juiz acionar e articular as ações da rede de proteção. Se solto, o agressor passa a ser acompanhado pela Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica (PPVD).
Já as vítimas de violência que não buscam as polícias, quando identificadas pelas unidades de saúde ou outras instituições de atendimento social, são orientadas pelos profissionais para realização de denúncias ou encaminhadas para a Casa da Mulher (onde recebem todo o apoio psicossocial e jurídico) ou para a Casa Abrigo, que acolhe a mulher e seus filhos menores de 18 anos que precisam deixar suas residências.
Além do acolhimento e garantia dos direitos, são oferecidas também às mulheres oficinas de qualificação para aquelas que precisam da independência financeira para interromper o ciclo da violência.
Pobreza e racismo explicam índices na região
A Mesorregião do Mucuri apresenta índices de violência superiores à média estadual. A observação foi apresentada no encontro pela professora Claudilene da Costa Ramalho, do Grupo de Mulheres Organizadas do Vale do Mucuri (Gmom) e do Observatório de Direitos das Mulheres da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Segundo ela, 50% das famílias são cadastradas no CadÚnico, consideradas de baixa renda.
Na avaliação da especialista, a pobreza da região e o racismo estrutural contribuem para a situação da violência no Mucuri. Há três etnias indígenas na região: Maxacalis, Pataxós-hã-hã-hães e Mokuriñ. Os quilombolas também são numerosos, representando 4,4% da população de Minas Gerais, distribuídos em nove municípios do Mucuri.
Essa população, de acordo com a professora, tem dificuldade de acessar os serviços de proteção, seja por falta de conhecimento, seja pela carência dos instrumentos públicos. Ela sugere a criação de um fórum permanente de enfrentamento à violência no Mucuri para atuar de forma regional. De 30 municípios da mesorregião, apenas 13 contam com os Creas e mais uma unidade que atende a cinco cidades. Na maioria dos municípios não funcionam os conselhos da mulher.
Herta Chaves Coimbra, titular da Delegacia das Mulheres de Teófilo Otoni, que atende ainda a nove outros municípios, afirmou que o órgão atende entre cinco a oito mulheres diariamente, solicitando medida protetiva. A se considerar que a maioria das vítimas não busca atendimento policial, ela calcula que o número pode ser muito maior.
A delegada afirmou que, nos últimos 12 meses, aumentou em 30% os crimes sexuais e familiares contra menores. Para a delegada, um dos fatores que também impedem a redução dos casos é a dependência socioeconômica e emocional da mulher.
Ausência do Estado fragiliza o enfrentamento
A falta de delegacias especializadas no atendimento às mulheres foi destacada pela presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da ALMG, deputada Ana Paula Siqueira (Rede). Segundo ela, existem apenas 69 delegacias no Estado, sendo duas delas na Capital, para atender os 853 municípios. E lamentou que a maioria funciona com infraestrutura precária, poucos profissionais e recursos.
Ela sugeriu utilizar as redes de apoio para também pensar em formas de geração de emprego e renda, para enfrentar a desigualdade e a fome. Ana Paula citou estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o qual a violência contra a mulher gera um prejuízo econômico mundial de US$ 1,5 trilhão, em custos para serviços de atendimento às vítimas.
O deputado Doutor Jean Freire (PT) mostrou sua indignação por Minas Gerais ocupar o 2º lugar em casos de violência doméstica no País. Ele convidou os poucos homens que acompanhavam a reunião para passar seu recado. Ele citou casos recentes de feminicídios ocorridos na cidade e reforçou a necessidade de incluir o público masculino no debate. “Não podemos deixar que só as mulheres falem (do assunto), porque os agressores são os homens”.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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