Coluna Minas Gerais

Faemg realiza a primeira Assembleia da sua história em Brasília

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FAEMG SENAR | Divulgação

A Assembleia Geral Ordinária do Conselho de Representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) foi realizada, pela primeira vez, em Brasília, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O encontro, que reuniu uma expressiva comitiva de produtores e presidentes de sindicatos rurais de Minas, integrou a Missão Técnica da Faemg, com o objetivo de fortalecer a representatividade da agropecuária mineira.

Em um discurso contundente, o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, convocou a comitiva a repensar a atuação do setor, destacando a necessidade de inovação, união e maior protagonismo político.

Diretoria do Sistema Faemg Senar:
Ebinho Bernardes, vice-presidente secretário;
Antônio de Salvo, presidente;
Renato Laguardia, vice-presidente de Finanças.

União e protagonismo político no centro do discurso

Um dos pilares da fala de Salvo foi o chamado à união e à ação coletiva.

“Se fizermos sempre a mesma coisa, o resultado será esse que estamos colhendo. E convenhamos: não está bom nem para nós, nem para Minas, nem para o Brasil”, alertou.

Para ele, a solução começa com um compromisso individual que gera impacto coletivo:

“Vamos enxergar o que cada um pode fazer, do jeito que somos, do tamanho que somos. Se cada um fizer um pouco mais, faremos uma diferença gigantesca.”

Salvo também reforçou a importância de uma postura madura e despersonalizada no setor:

“É fundamental que despersonalizemos nosso relacionamento. Não é nada pessoal. Precisamos de todos — e ainda será pouco. Temos que trazer mais gente para nosso lado.”

O presidente foi enfático ao ressaltar que, embora o agro seja uma potência econômica e social, ainda carece de força política proporcional à sua relevância:

“Não é possível um setor como o nosso, que responde por 50% das exportações e tem peso significativo no PIB, ser apático politicamente.”


Vozes do Agro convergem em Brasília

Antes do discurso de Antônio de Salvo, o palco da CNA recebeu lideranças parlamentares que reforçaram a importância da união e do fortalecimento político do agro.

  • Newton Cardoso Jr. destacou:

“Sabemos da importância do agro e queremos estar cada vez mais perto desse setor que leva Minas à frente.”

  • Zé Silva afirmou:

“É um momento de firmarmos um compromisso ainda mais forte com o desenvolvimento do agro mineiro. Estamos à disposição para levar nosso agro avante.”

  • Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), trouxe um alerta:

“As decisões tomadas aqui em Brasília estão chegando dentro da porteira e gerando muitos problemas. Enfrentamos ataques diários: questões tributárias, socioambientais… Precisamos estar atentos e na defensiva.”

  • Ana Paula Leão reforçou a importância da união:

“Quando estamos juntos, é mais difícil sermos deixados de lado e mais fácil vencermos os desafios. Parabenizo a liderança da Faemg por unir os produtores mineiros.”

  • Domingos Sávio destacou seu orgulho pela origem no agro:

“Viemos da mesma origem e sabemos do nosso papel. Tenho orgulho de estar ao lado de deputados parceiros de muitas lutas.”

  • Evair de Melo, do Espírito Santo, fez um alerta:

“As dificuldades atuais são reflexo da falta de discussão política no passado. Precisamos mudar esse cenário.”

  • José Vitor enfatizou o papel do agro no desenvolvimento do país:

“As grandes vitórias do Brasil passaram pelo agro, graças à mobilização do setor. É tempo de construir, dialogar e enfrentar os desafios.”

  • Greyce Elias fez uma reflexão sobre futuro e responsabilidade política:

“Somos responsáveis pelo nosso futuro e pelo futuro do Brasil. As eleições passam por Minas. Precisamos incluir mais as mulheres nesse debate.”


Dados, estratégia e decisão embasada

Um dos momentos de destaque da Missão Técnica foi a palestra do cientista político e CEO da Quest Consultoria, Felipe Nunes, que apresentou um diagnóstico estratégico baseado em dados.

“As pesquisas mostram que o cidadão mineiro reconhece a agropecuária como atividade econômica fundamental, superando até a mineração na percepção pública”, revelou.

Nunes ressaltou, no entanto, que ainda há um desafio importante:

“O reconhecimento da qualidade dos nossos produtos e da geração de empregos já existe. Agora, é preciso que a sociedade entenda que o agro é uma cadeia produtiva que sustenta a economia mineira.”


Missão Técnica: conexão e fortalecimento institucional

A Missão Técnica da Faemg a Brasília reuniu 250 presidentes e diretores de sindicatos rurais mineiros, em uma agenda intensa de reuniões estratégicas na CNA e no Congresso Nacional.

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O objetivo foi aprofundar o alinhamento institucional, fortalecer a defesa do produtor rural e ampliar a atuação política do setor.

No segundo dia, os trabalhos começaram com as boas-vindas do presidente da CNA, João Martins, que destacou:

“A CNA é uma trincheira de defesa do produtor rural. Precisamos estar na vanguarda, preparados para uma agropecuária pujante e inovadora.”

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, participou do encontro e apresentou propostas para o setor, abordando temas como:

  • Pecuária intensiva,

  • Outorga de água,

  • Limpeza de áreas,

  • Vegetação sucessória,

  • Revisão do mapa do IBGE,

  • Segurança no campo,

  • Fiscalização do trabalho.

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OAB-MG garante suspensão de resoluções que restringiam atuação da advocacia no sistema prisional

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Medida foi confirmada após atuação institucional da entidade junto à SEJUSP

A OAB-MG confirmou, nesta terça-feira (15/04), a suspensão das Resoluções nº 712 e 718/2026, editadas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que impunham restrições à atuação da advocacia no sistema prisional de Minas Gerais.

A suspensão foi obtida após atuação imediata da entidade, que incluiu reunião institucional com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco.

  • Restrições afetavam prerrogativas da advocacia

As resoluções previam medidas consideradas severas pela OAB-MG, como:

  • Monitoramento da comunicação entre advogados e clientes
  • Restrição ao sigilo profissional
  • Limitação ou impedimento do uso de instrumentos de trabalho
  • Controle ampliado das interações
  • Atendimento com separação física rigorosa

Para a entidade, essas medidas comprometiam diretamente o exercício da advocacia e o direito de defesa.

  • Defesa do sigilo e do direito de defesa

Segundo a OAB-MG, as normas violavam prerrogativas fundamentais da profissão ao interferirem na confidencialidade da relação entre advogado e cliente — elemento essencial ao Estado Democrático de Direito.

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┃ Após atuação imediata e firme da entidade, incluindo reunião institucional com o secretário Rogério Greco, foi confirmada a suspensão das medidas no que diz respeito ao exercício profissional da advocacia, afirmou o presidente da OAB-MG, Gustavo Chalfun.

  • Atuação seguirá com diálogo e firmeza

A OAB-MG destacou que continuará acompanhando o tema e atuando na defesa das prerrogativas da advocacia, mantendo o diálogo institucional, mas sem abrir mão de uma postura firme quando necessário.

A entidade reforça que a garantia do livre exercício profissional é essencial para assegurar o direito de defesa e o funcionamento adequado do sistema de justiça.

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