Coluna Minas Gerais
Sistema Faemg Senar, Seapa e forças de segurança de Minas Gerais anunciam Agenda Positiva para Segurança no Campo
FAEMG SENAR | Divulgação
Na manhã desta quinta-feira (13/03), o Sistema Faemg Senar, a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) anunciaram a Agenda Positiva para Segurança no Campo. As medidas foram apresentadas em entrevista coletiva na sede do Sistema Faemg Senar, reunindo autoridades, representantes do setor agropecuário e membros das forças de segurança.
O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, destacou que a iniciativa visa fortalecer a segurança no meio rural, garantindo maior proteção aos produtores, trabalhadores e suas famílias. Para isso, diversas ações vêm sendo implementadas, incluindo a capacitação das forças policiais para atendimento às demandas do setor agropecuário.
“Mantemos uma parceria consolidada com as polícias para qualificar os agentes sobre as especificidades do meio rural. Essa formação oferece uma base sólida para que os policiais atuem de forma ainda mais eficaz no campo”, afirmou De Salvo. Além do treinamento presencial, um curso a distância ampliará o alcance da capacitação.
Prevenção e monitoramento
A eficácia da segurança no campo também depende da conscientização da população rural sobre a importância do registro formal das ocorrências. A Cartilha de Segurança Rural do Sistema Faemg Senar está sendo aprimorada para reforçar medidas preventivas e promover ações conjuntas com as forças de segurança.
“Uma das novidades é um projeto piloto que prevê a instalação de câmeras de videomonitoramento em áreas rurais. Os sindicatos rurais desempenharão um papel fundamental como bases de inteligência integradas às forças de segurança, fortalecendo a vigilância e proteção do meio rural. Outro ponto essencial é o fortalecimento da comunicação entre o setor agropecuário e as forças policiais. Temos a proposta de um canal exclusivo com uma linha direta para ocorrências no campo, facilitando respostas rápidas em casos de crimes”, reforçou o presidente.
Atuação das forças de segurança
Durante a coletiva, foram apresentadas estratégias que unem tecnologia, inteligência e policiamento especializado para prevenir e combater crimes no campo. O secretário de Estado Adjunto da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Ricardo Albanez, ressaltou a importância da atuação conjunta para fortalecer a segurança rural.
“Nas últimas décadas, observamos uma crescente profissionalização da agropecuária no Brasil, especialmente em Minas Gerais. Esse avanço tem sido impulsionado pela incorporação de tecnologia, modernização de máquinas e equipamentos, aumento da produção e valorização dos produtos. Como resultado, o setor tem desempenhado um papel cada vez mais relevante na economia do Estado. Garantir a segurança no campo é essencial para preservar essa estrutura produtiva. Ações governamentais em parceria com o setor agropecuário são fundamentais para assegurar que os produtores possam continuar produzindo com tranquilidade, contribuindo para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais e do país”, afirmou Albanez.
Medidas da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG)
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) intensificará suas ações de policiamento rural, com fortalecimento do policiamento comunitário e combate à criminalidade, em especial, o crime organizado. Com o slogan “PMMG 250 anos: Presença que protege o Campo”, o planejamento da corporação será baseado nas características da produção agrícola de cada município, considerando os ciclos de produção.
As ações, incluindo uma megaoperação que será anunciada em breve, serão combinadas com a utilização de tecnologias, como drones, com possibilidade de uso do reconhecimento facial, reforço do treinamento de todos os militares que atuam no Patrulha Rural para uso do aplicativo “QApp – módulo Policiamento Rural, que permite o levantamento de estradas rurais via GPS, do georreferenciamento das comunidades e cadastro de propriedade rural, além de monitoramento de organizações criminosas pelo serviço de inteligência.
A presença da PMMG no ambiente rural, aliada ao uso de tecnologia e ações, inclusive integradas, busca garantir a segurança e a tranquilidade dos trabalhadores rurais e suas famílias. “Estamos atuando em sintonia e integração, com foco na prevenção e na repressão, para mitigar prejuízos de forma ágil e eficaz. Em Minas Gerais, essa abordagem tem se mostrado altamente eficiente, com as forças de segurança trabalhando de maneira conjunta e em perfeita harmonia”, explicou o chefe do Estado Maior da Polícia Militar do estado de Minas Gerais, coronel Maurício José de Oliveira.
Medidas da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)
A PCMG também apresentou medidas para fortalecer a segurança no campo. Entre as ações está o projeto “Campo Seguro”, voltado à repressão qualificada de crimes patrimoniais ligados à atividade rural. A iniciativa conta com um modelo de atuação integrada, com protocolos e trocas de informações entre as delegacias de polícia responsáveis pela investigação dos delitos, por meio de uma rede de inteligência.
Além disso, o “Campo Seguro” estabelece uma política de proximidade com os produtores rurais, o que garante um canal de comunicação contínuo entre a PCMG e a população do campo. A instituição conta com 11 Delegacias Especializadas de Repressão a Crimes Rurais em todo estado, nas cidades de Uberaba, Uberlândia, Frutal, São Sebastião do Paraíso, Araxá, Passos, Guaxupé, Patrocínio, Alfenas, Poços de Caldas e Belo Horizonte.
“Gostaria de deixar aqui uma mensagem muito clara. Aquele que se aventurar a delinquir no estado de Minas Gerais terá uma resposta certa e severa. As forças de segurança estão aí para protegerem os mineiros e, dentro do eixo de atuação do projeto Campo Seguro, especificamente os produtores rurais”, concluiu a chefe da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, Delegada-Geral Letícia Gamboge.
Coluna Minas Gerais
Após ação da AMM, TCE pede explicações ao Governo de Minas sobre concessão de rodovias
AMM | Divulgação
O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou que o Governo de Minas apresente esclarecimentos sobre o edital de concessão de rodovias do Lote 10, Noroeste, lançado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra). A decisão ocorre após representação protocolada pela Associação Mineira de Municípios (AMM), que apontou possíveis irregularidades no processo.
O pedido foi apresentado pelo presidente da entidade e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, solicitando, inclusive, medida cautelar para suspender o edital da Concorrência Internacional nº 1/2026.
Na decisão, assinada pelo conselheiro Agostinho Patrus, o TCE determinou a intimação do secretário estadual de Infraestrutura, Pedro Bruno Barros de Souza, para que apresente justificativas e documentos no prazo de cinco dias úteis.
- Irregularidades apontadas
Na representação, a AMM sustenta que o edital apresenta inconsistências que podem comprometer a legalidade e a viabilidade da concessão. Entre os pontos levantados estão:
- Ausência de delegação formal do governo federal ao Estado para exploração de trechos de rodovias federais incluídos na concessão, como partes das BRs 146, 257 e 365;
- Falta de conclusão de estudos e licenciamentos ambientais necessários;
- Deficiências na modelagem técnica, jurídica e econômica do projeto, incluindo falhas de engenharia e previsão de tarifas consideradas antieconômicas.
Segundo o despacho do TCE, a solicitação de esclarecimentos é necessária para permitir análise adequada das questões apresentadas pela entidade municipalista.
- Defesa dos municípios
O presidente da AMM, Luís Eduardo Falcão, afirmou que a iniciativa busca garantir segurança jurídica e respeito aos municípios impactados.
┃ Nosso objetivo não é impedir investimentos, mas assegurar que o processo ocorra com transparência, legalidade e responsabilidade, evitando prejuízos à população e às administrações municipais. Os prefeitos precisam ter segurança de que as concessões serão feitas de forma justa e sustentável para todas as regiões envolvidas, destacou.
A AMM argumenta que a medida busca proteger os interesses dos municípios e da população afetada pela concessão, garantindo transparência, segurança jurídica e equilíbrio econômico no projeto.
Caso o governo não apresente as informações solicitadas dentro do prazo, o gestor responsável poderá ser multado, conforme previsto na legislação do Tribunal de Contas.
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