Minas Gerais
Governo facilita acesso dos cidadãos aos serviços públicos e reduz despesas ao compartilhar imóveis estaduais
Para promover um melhor aproveitamento dos bens do Estado, o Governo de Minas Gerais investiu, em 2023, em padronizar e fomentar o compartilhamento de imóveis.
A medida, conduzida pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), garante economia para os cofres públicos e eficiência na gestão do patrimônio estadual, além de praticidade no acesso a serviços públicos concentrados em um mesmo espaço.
Atualmente, o Executivo mineiro já conta com cerca de 400 imóveis compartilhados entre outros órgãos e entidades do Poder Público, segundo a Subsecretaria de Logística e Patrimônio da Seplag-MG.
Mas esforço vem sendo empreendido para que esses compartilhamentos sigam um padrão e sejam regulamentados.
Manual
Para criar essas orientações e normatizar os compartilhamentos, ao longo de 2022 e 2023, o Estado realizou estudos sobre gestão condominial, incluindo a análise de normativos nacionais, da União, que possui expertise no compartilhamento de imóveis.
Em Minas Gerais, manual e ferramenta foram desenvolvidos para orientar e estabelecer critérios objetivos de divisão do espaço, além de termo padrão de compartilhamento.
Esses documentos padronizam novos compartilhamentos e buscam regularizar os já existentes.
A partir deles, o Estado indicará os procedimentos necessários para formalizar o compartilhamento, definir o gestor condominial e estabelecer regras para o rateio de despesas.
A secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Luísa Barreto, destaca que o compartilhamento é estratégico, tanto para o Poder Público, quanto para os usuários.
“Quando centralizamos o atendimento à população em um só local, reduzimos deslocamentos desnecessários, facilitando o acesso dos cidadãos aos serviços públicos, com praticidade e agilidade”, destaca.
A secretaria reforça ainda que a iniciativa também é benéfica porque estimula a interação e a colaboração entre os órgãos que utilizam o mesmo imóvel, “fomentando o compartilhamento de recursos, conhecimentos e boas práticas”, afirma.
Regras para o bom compartilhamento
O primeiro imóvel público que será compartilhado seguindo o modelo recém- desenvolvido pela Seplag-MG é o prédio da extinta Imprensa Oficial (IOF), em Belo Horizonte.
O edifício do fim do século XIX faz parte do projeto arquitetônico original da capital mineira.
Em suas instalações, funcionam conjuntamente serviços da Seplag-MG, da Advocacia-Geral do Estado (AGE), da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da Secretaria de Estado de Governo (Segov), e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
O subsecretário de Logística e Patrimônio da Seplag-MG, Marcos Eduardo Silva Soares, explica que, hoje, o Estado tem diversos imóveis já compartilhados, mas de maneira informal, sem regulamentação.
“Poucos desses imóveis possuem termo de compartilhamento formalizado, regras de convivência, rateio de despesas, não há a figura de um gestor condominial etc. A intenção do governo, neste caso, foi de criar documentos padronizados para que sejam utilizados para os futuros compartilhamentos e colocados em prática nos compartilhamentos já existentes”, detalha.
O termo de compartilhamento de imóvel padrão e o manual do modelo dão orientações para dimensionamento de áreas e população do imóvel, indicam metodologias para definição do gestor condominial e para o rateio de despesas comuns. Eles também apresentam uma planilha automatizada para auxiliar os órgãos e entidades nos cálculos necessários para preencher o termo de compartilhamento.
Quais imóveis podem ser compartilhados?
Para definir sobre o compartilhamento de um imóvel da Administração Pública estadual, a Seplag-MG considera série de fatores.
É avaliado, por exemplo, se os imóveis desocupados têm área suficiente e condições adequadas para receber órgãos que ocupem espaços alugados; se é necessário realizar reformas ou adequações na edificação; se há orçamento disponível; se a logística de mudança é viável e se há qualquer especificidade que impeça o compartilhamento.
Além disso, a secretaria estima que existam imóveis do Estado já ocupados, mas que ainda possuem área ociosa capaz de abrigar outro órgão ou entidade. Logo, o potencial de compartilhamento desses locais é elevado.
Próximos passos
O Projeto Compartilhamento, coordenado pela Subsecretaria de Logística e Patrimônio da Seplag-MG, fará, em 2024, série de visitas a imóveis espalhados por toda Minas Gerais com potencial de compartilhamento entre órgãos e entidades da Administração Estadual.
Esses imóveis foram identificados a partir da análise das informações presentes no sistema de Imóveis do Estado e, então, passarão por uma visita in loco.
“Somente essa análise mais próxima será capaz de evidenciar se o compartilhamento de fato é possível, identificar possíveis reformas, adequações e melhorias necessárias no imóvel. Além disso, vamos verificar também se há demanda no município para que mais serviços públicos sejam centralizados “, afirma o gerente do projeto, Leonardo Moura.
Outras entregas
Em 2023, a Seplag-MG também apresentou outras entregas nas áreas de Logística e Patrimônio, como a implementação do Almoxarifado Virtual de Minas Gerais, modelo que fornece materiais de escritório e informática para órgãos e entidades públicas no formato porta a porta; além de estabelecer indicadores de ociosidade de materiais permanentes e de consumo do Estado, visando aumentar a eficiência na gestão de recursos.
Além disso, foram realizados 48 leilões para a venda de mais de 1,6 mil lotes de itens inservíveis, a maioria veículos oficiais. Com a iniciativa, o Estado recuperou cerca de R$ 22,3 milhões para os cofres públicos.
A unidade de Logística e Patrimônio também é responsável pela gestão da Bolsa de Materiais, que promove o remanejamento de material permanente e de consumo que esteja ocioso ou recuperável, evitando desperdícios e gerando economia de recursos públicos.
Em 2023, a Bolsa de Materiais transferiu ou doou a órgãos, entidades, organizações da sociedade civil e prefeituras 4.012 bens, no valor total de R$ 700.218,45.
No setor de transporte, o Estado formalizou processo licitatório para 51 órgãos e entidades, inclusive de outros Poderes, viabilizando a compra de gasolina, diesel e álcool para o abastecimento de veículos oficiais em mais de 75 postos próprios do Estado.
A Ata de Registro de Preços de aquisição de combustíveis teve valor aproximado de R$ 90 milhões em um ano.
A Seplag-MG publicou, ainda, editais de registro de preços para locação e manutenção de veículos. Ambos devem ser homologados em 2024 e têm previsão de contratação de serviços por 36 meses.
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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