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Apaes são essenciais para inclusão social de pessoas com deficiência

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Até os dez anos de idade, Alisson Vinícius da Silva Pinto não pronunciava uma palavra sequer. Com deficiência múltipla resultante de uma paralisia cerebral parcial, ele foi encaminhado para a unidade da Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae) de Florestal (Região Metropolitana de Belo Horizonte). A partir daí, sua vida começou a mudar.

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Ele deu o seu testemunho na audiência pública da Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizada nesta quinta-feira (20/6/24) em Ouro Fino (Sul de Minas). A reunião foi convocada a pedido do deputado Dr. Maurício (Novo) para discutir a importância das Apaes para a inclusão social e a empregabilidade das pessoas com deficiência.

“Com o trabalho da Apae, eu aprendi até a falar”, contou Alisson, que hoje preside a instituição em Florestal. Ele ainda cuida da mãe de 81 anos de idade e da esposa, que também tem deficiência. Já realizou o sonho de tirar sua carteira de motorista e continua sonhando: aos 47 anos, planeja ter filhos e pretende se aposentar, depois de trabalhar 30 anos com carteira assinada.

“Sou muito grato ao trabalho da Apae, mas a vida não é só flores; também tem espinhos, que me fortaleceram”, afirmou. A primeira pessoa com deficiência a presidir uma Apae em todo o Brasil também sente na pele as dificuldades para garantir os recursos suficientes para o atendimento na instituição, mas não perde de vista a necessidade de dar continuidade a esse trabalho.

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Outro exemplo de autonomia vem do garçom Rodrigo Magela Barbosa, que tem síndrome de Down. “Com meu salário, posso fazer compras, viajar e viver uma vida independente. Pessoas com deficiência são capazes de trabalhar e realizar seus sonhos”, contou. Entre os muitos sonhos que quer realizar, Rodrigo citou dois: quer fazer uma viagem à Espanha e se tornar o primeiro modelo com síndrome de Down do Brasil.

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Parcerias com empresas viabilizam inclusão no mercado de trabalho

Todos esses sonhos só são possíveis graças ao trabalho das Apaes, instituições sem fins lucrativos que oferecem educação especial e atendimento especializado para a habilitação de pessoas com todos os tipos de deficiência: auditiva, visual, intelectual e física. Essas instituições recebem auxílio governamental, mas sobrevivem graças a doações voluntárias, que financiam os seus serviços.

Segundo a presidente da Federação das Apaes de Minas Gerais, Gláucia Aparecida Costa Barreto, as 423 unidades da instituição presentes no Estado atendem 90 mil pessoas por mês. As escolas especiais mantidas pelas Apaes somam 9.601 matrículas. O serviço de reabilitação de deficiências intelectuais, presente em 137 unidades, soma 25.256 atendimentos mensais.

Para a inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, as Apaes mantêm convênios com 424 empresas. Por meio dessa parceria, 275 pessoas com deficiência conquistaram um emprego com carteira assinada em 2023.

Em Ouro Fino, a Apae tem uma equipe com neurologista, fisioterapeuta, psicólogo, terapeuta ocupacional, dentista, fonoaudiólogo e professores especializados. A unidade tem uma escola especial, um centro-dia para desenvolver habilidades sociais em adultos com deficiência e uma clínica que atende crianças com autismo e deficiência intelectual matriculadas em escolas regulares.

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A falta de recursos impede a expansão do serviço, de acordo com a psicóloga Laís Mancinelli. Ela explicou que o atendimento teve que ser limitado, porque a jornada de trabalho dos servidores foi reduzida de 30 para 20 horas semanais. “A Apae é essencial porque trabalha todas as fases do desenvolvimento da pessoa com deficiência, desde bebê até adulto”, afirmou.

Deputados destacam a importância da Apae

Os deputados Dr. Maurício, Duarte Bechir (PSD) e Dr. Jorge Ali (PSB) defenderam a necessidade de se buscar soluções para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência.

Para o deputado Dr. Maurício, a empregabilidade é essencial para garantir a inclusão social. “Temos que fazer com que as pessoas com deficiência ingressem no mercado de trabalho”, defendeu.

Para assegurar mais recursos para as Apaes, ele apresentou o Projeto de Lei (PL) 1.693/23, que destina 50% dos rendimentos da Loteria Mineira para um fundo de apoio a essas instituições. A proposição aguarda parecer de 1º turno da Comissão de Constituição e Justiça.

O deputado Duarte Bechir lembrou que, mesmo com servidores cedidos por prefeituras e governos estaduais, as Apaes sofrem com a falta de recursos. Ele defendeu que o governo federal também assuma o compromisso de garantir recursos para o financiamento dessas instituições. “Vamos imaginar se as Apaes não existissem. O que seria das crianças com deficiência?”, provocou.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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