Minas Gerais
Minas apresenta queda de 69% no roubo de celulares desde a criação da Cbloc
Com mais de três anos e meio de operação, a Central de Bloqueio de Celulares do Estado de Minas Gerais (Cbloc), criada em julho de 2018, já inutilizou 32.322 aparelhos furtados ou roubados. O bloqueio contribui para a redução dos crimes, diminuindo o valor destes produtos na comercialização no mercado.
Segundo os dados do Observatório de Segurança Pública, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), compilados a partir dos Registros de Eventos de Defesa Social (Reds) no mesmo período, há uma queda significativa nos índices de furto e roubo desses aparelhos em Minas.

Resultado de um esforço conjunto das forças de segurança, em 2018 foram registradas 42.786 ocorrências com roubo de celulares. Já em 2020, o montante caiu para 13.186 – uma redução de 69,1%. Os furtos foram de 56.348 para 34.427 (-38,9%).
Na capital não foi diferente. Em 2018, Belo Horizonte teve 15.332 registros de roubo e 18.289 de furto, contra 4.690 (-69,4%) e 12.798 (-30,02%). Os índices foram reduzindo gradativamente ao longo dos últimos três anos.
Agilidade
A iniciativa desburocratiza o processo de bloqueio de celulares, já que a Cbloc pode ser utilizada por qualquer cidadão que tenha sofrido este tipo de delito em Minas Gerais. Os aparelhos são desabilitados após o registro da ocorrência, de forma gratuita e fácil.
Para bloquear o celular e proteger dados pessoais como fotos ou caminhos de GPS salvos, a pessoa só precisa do número da linha, e não mais do Imei – identificação internacional do equipamento móvel. A função impede que quem cometeu o crime possa ativar o aparelho para uso na rede de telefonia móvel.
O sistema on-line da Cbloc está hospedado no site da Sejusp. O cidadão também pode fazer a solicitação de bloqueio pelo endereço http://cbloc.seguranca.mg.gov.br, com o Reds – antigo boletim de ocorrência – em mãos. Em poucos cliques, informando apenas o número de telefone ou o código Imei do aparelho e alguns dados pessoais.
Até o lançamento da plataforma, só era possível bloquear um telefone em parceria com a Anatel fornecendo o número do Imei. Muitas vezes a vítima já não tinha mais acesso ao código por não ter anotado e não conseguir mais consultar no aparelho que foi roubado ou furtado.
As seis cidades mineiras com mais solicitações de bloqueio são Belo Horizonte, Uberlândia, Nova Serrana, Patos de Minas, Uberaba e Ipatinga.
A participação social é fundamental para o sucesso do projeto, como destaca o assessor-chefe da Superintendência de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Flávio Xavier. Ele lembra que a central funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Qualquer dúvida ou dificuldade que o usuário tenha sobre o serviço pode ser sanada por meio do telefone 0800 283 0190.
“Importante ressaltar, também, que os celulares que ainda não foram vendidos para os consumidores podem ser bloqueados por lojistas e transportadores que, eventualmente, sejam vítimas de furto ou roubo”, reforça o assessor.
Caso as forças de segurança recuperem os aparelhos roubados ou furtados, elas entrarão em contato com o proprietário. Ele, então, deve se dirigir à unidade policial informada para retirar o celular, mediante preenchimento do Termo de Restituição. A autoridade será responsável, por meio de sistema próprio, pelo pedido de desbloqueio via Anatel.
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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