Construção Civil
Por Carol Nassor: Aprenda a usar corretamente o vidro nas construções
Imagino que todos nós adoramos ver aqueles prédios envidraçados nas nossas cidades, eles trazem uma estética de riqueza, modernidade. O conceito high-tech da arquitetura, por exemplo, virou um estilo contemporâneo quase obrigatório nas construções de grandes investimentos. Essas imensas fachadas de vidro invadiram as cidades, trazendo uma estética futurista e agregando valor, mas o […]
Imagino que todos nós adoramos ver aqueles prédios envidraçados nas nossas cidades, eles trazem uma estética de riqueza, modernidade. O conceito high-tech da arquitetura, por exemplo, virou um estilo contemporâneo quase obrigatório nas construções de grandes investimentos. Essas imensas fachadas de vidro invadiram as cidades, trazendo uma estética futurista e agregando valor, mas o uso desses materiais transparentes sem um pensamento crítico por trás, contribui para uma problemática no campo do conforto térmico de edificações.
Já pararam para pensar no consumo de ar condicionado dentro de cada um desses edifícios aqui nesse calorão do Brasil?
O vidro possui uma propriedade interessante, ele permite a passagem de iluminação e mantém a visibilidade do exterior. Mas ao permitir essa entrada dos raios solares, ele também deixa entrar o calor, e partir do momento que esse calor está ali dentro ele não consegue sair, gerando um efeito estufa.

Esquema de uma estufa com paredes e telhados de vidro ou plástico. Fonte: Elaborado a partir de TREFIL, J.;HAZEN, R. M. Física viva. Rio de Janeiro: LTC, 2006. v.1.p.256.
Esse método construtivo utilizando o vidro é muito usado em países de clima frio, onde se precisa de fontes de calor para manter os edifícios em uma temperatura agradável. Mas, ao trazer essa técnica para o clima tropical a gente cria um problemão: o excesso de calor, e aí entra o ar condicionado na brincadeira. Essas fachadas podem atingir temperaturas superficiais muito elevadas.
Você deve estar pensado que é impossível então usar uma fachada em vidro aqui no Brasil não é mesmo? Mas acontece que esse efeito ocorre quando o sol incide diretamente no vidro, ou seja, se o prédio fizer uma fachada em pele de vidro voltada para o sul ele não terá problema algum com o efeito estufa, pois não vai ter raios solares incidindo ali.
Então surge o grande desafio do arquiteto: equilibrar a estética, a função e o conforto ambiental.
O problema térmico das edificações está mais relacionado a falhas de projeto do que à ausência de materiais de bom desempenho. O uso de materiais translúcidos ou transparentes implica um estudo prévio do clima local e, principalmente, da insolação, pelo fato desses materiais serem permeáveis à radiação solar.
Atualmente já é possível encontrar vidros de alta tecnologia, multicamadas, cujo desempenho térmico pode até se equiparar ao de uma solução com brise externo, porém o custo é superior.
Os vidros coloridos fazem parte dos vidros atérmicos, eles reduzem a energia solar transmitida ao conseguir absorve-la melhor que os vidros comuns. A presença de óxidos metálicos na composição química do material faz com que haja uma maior variedade de comprimento de ondas absorvidas. Os vidros refletores conseguem controlar a intensidade da luz e do calor.
Ou seja, se você faz questão de usar o vidro na sua construção eu recomendo que evite colocá-lo em fachadas voltadas para o norte ou para o oeste, use brises para bloquear a incidência solar direta quando houver, opte para os vidros de alto desempenho térmico e possibilite uma boa ventilação natural para retirar o calor que entrar.
Construção Civil
CONFIRA A ENTREVISTA COM A CORRESPONDENTE CAIXA PRISCILA FRANÇA
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